Política

Revelações de Toffoli movimentam WhatsApp de senadores e ampliam pressão sobre afastamento do ministro

Centrão silencia sobre possibilidade de impeachment, mas avalia que provas documentais podem ser irrefutáveis

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Ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo | Divulgação/Luiz Silveira/STF
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As revelações de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli foi citado por Daniel Vorcaro e a posterior admissão do magistrado de sociedade na Maridt movimentaram o grupo de WhatsApp de senadores, que passaram a ver uma pressão ampliada para o avanço de um pedido de impeachment. A avaliação de senadores de centro é de que se as provas documentais contra Toffoli forem irrefutáveis, não haverá espaço para evitar a votação de um afastamento.

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Nos celulares dos parlamentares, senadores da direita voltaram a protestar contra o STF e reafirmaram a necessidade de impeachment de Dias Toffoli. Os senadores de centro e aliados de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) silenciaram, não responderam às manifestações. Mas ao SBT News, sob condição de anonimato, pontuaram que o presidente do Senado poderá ficar sem saída, se documentos apontarem uma relação direta entre Toffoli e Daniel Vorcaro.

O Senado é a Casa responsável por admitir e analisar pedidos de impeachment contra ministros do STF.

"Esse é um jogo muito pesado e perigoso, tudo deve ser feito com muito rigor técnico", disse o senador Alessandro Viera (MDB-SE) sobre possível avanço de impeachment.

Os senadores do centrão ressaltam, porém, que não é interesse de Alcolumbre avançar com qualquer processo que envolva o Banco Master, já que ele próprio parece ter ligações, ao menos indiretas, com o ex-banqueiro. Alcolumbre indicou o ex-presidente da Amapá Previdência, que teria pressionado por investimentos dos recursos de aposentados no Master.

Nesta quinta-feira, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse que vai entrar com um aditamento ao pedido de impeachment de Toffoli com os fatos novos revelados.

O gabinete dele também vai fazer o aditamento no pedido já apresentado à PGR, que pedia a suspeição do ministro. Ambos os pedidos foram apresentados em 14 de janeiro.

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