Relator da CPMI do INSS afirma que há "todos os pressupostos" para prorrogação e aguarda decisão do STF
Deputado cita dúvida entre parlamentares de novo prazo, entre 15 e 60 dias, se comissão for mantida

Warley Júnior
Valentina Moreira
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou nesta quinta-feira (26) que há "todos os pressupostos" para a prorrogação dos trabalhos da comissão. A continuidade da CPMI está em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
À espera da decisão do Supremo, o colegiado também se reúne nesta quinta-feira para votar requerimentos de convocação.
Segundo Gaspar, a eventual prorrogação é uma oportunidade para aprofundar as investigações.
"Acho que é uma boa oportunidade para que a sociedade brasileira possa ver quem está favorável às investigações e ao aprofundamento detalhado do esquema que roubou aposentados e pensionistas", afirmou.
André Mendonça determinou a prorrogação e, em seguida, mandou sua decisão para referendo do plenário do STF, que se reúne nesta tarde para o julgamento, de forma presencial.
Alfredo Gaspar acrescentou que pretende focar na apuração envolvendo o sistema financeiro. "O meu foco nesse segundo momento é justamente o sistema financeiro", disse.
O relator também mencionou negociações entre líderes partidários sobre o tempo de extensão da comissão.
"Uns querem 15 dias de prorrogação, outros querem 60 dias. Eu vejo possível e provável um acordo intermediário", declarou.
Gaspar afirmou que, se o STF decidir contra a prorrogação, fará a leitura do relatório já nesta sexta-feira (27). "Se terminar hoje o julgamento dizendo que não haverá elasticidade do prazo, eu terei a obrigação de amanhã fazer a leitura do relatório", declarou.
O documento, segundo ele, reúne mais de 5 mil páginas e inclui um conjunto probatório com mais de 227 indiciamentos: "Mais importante do que as 5.000 páginas é o arcabouço probatório que tem dentro do relatório".
O deputado disse ainda que o texto não poupará eventuais envolvidos. "Ninguém que tenha tido algum tipo de participação por ação ou omissão será poupado do relatório, seja grandes empresários, sejam políticos com mandato", afirmou.
Ao comentar questionamentos sobre possíveis ligações entre instituições religiosas e o caso investigado, Gaspar disse que a análise será baseada em provas. "Se houver indício, haverá indiciamento. Se não houver circunstâncias probatórias suficientes, não haverá indiciamento", afirmou. Segundo ele, repasses financeiros feitos por entidades ligadas às fraudes estão sendo apurados, incluindo justificativas apresentadas como dízimos.








