Randolfe põe panos quentes e dá como encerrada decisão que manteve quebra de sigilo de Lulinha
Líder do governo no Congresso disse aceitar decisão de Alcolumbre para manter legalidade da sessão; governo mira agora fintech ligada à Lagoinha
Victor Schneider
03/03/2026, 22:13 • Atualizado em 03/03/2026, 23:06
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O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, deu como encerrado o conflito sobre a sessão da CPMI do INSS que votou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na última semana.
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Randolfe usou do latim para dizer que o caso estava resolvido e que não irá judicializá-lo no Supremo Tribunal Federal: “Roma locuta, causa finita".
“O presidente Davi Alcolumbre baliza o entendimento. A referência, mesmo na votação simbólica, é o quórum de 31 [congressistas]. Nossa verificação conta, e isso foi confirmado pelo próprio presidente Davi, que tinha 14 presentes, mais do que a oposição. Mas nos rendemos e nos curvamos ao entendimento pacificado no dia de hoje”
Randolfe disse esperar agora que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), paute requerimentos do próprio governo na quinta-feira (5) – incluindo um para investigar a fintech Clava Forte Bank, ligada à Igreja da Lagoinha, suspeita de envolvimento com fraudes no INSS e no Banco Master.
O SBT News tentou contato com a igreja evangélica, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
Alcolumbre tem uma série de assuntos de interesse do governo em sua mão, como a sabatina da indicação de Jorge Messias ao STF, a análise dos vetos do presidente Lula (PT) ao projeto que reduz as penas de presos pelo 8 de Janeiro – o PL da Dosimetria – e também a votação do Redata, cuja medida provisória caducou na última semana.
O principal se refere a um possível pagamento de R$ 300 mil do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a Lulinha por intermédio de uma empresa de fachada controlada por uma amiga. Nas tratativas para o repasse do dinheiro, o lobista Careca do INSS diz que o pagamento deveria ser feito ao "filho do rapaz" – que seria Lulinha.
Entenda impasse da sessão
Imagens da sessão da CPMI do INSS mostram que os governistas venceram por 14 a 10 a votação para evitar a quebra de sigilo de Lulinha, mas Carlos Viana disse ter visto só 7 parlamentares governistas se manifestando e declarou a quebra do sigilo mesmo sem informar quantos seriam, em sua contagem, a favor.
O argumento tem como base o fato de, anteriormente, ter havido uma votação registrada no painel eletrônico com a presença de 31 integrantes da CPMI.
Imagens mostram que governistas venceram votação para barrar quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS: 14 a 10 | Foto: reprodução/SBT News
Por essa tese, durante a votação do requerimento que tratava de Lulinha presumiria-se a presença de todos os 31 que estavam anteriormente. Isso porque a votação foi "simbólica", ou seja, sem registro eletrônico dos votos, apenas a visualização da manifestação dos parlamentares em plenário, com os contrários se levantando e acenando com a mão.
Para Alcolumbre, porém, mesmo que 14 congressistas tenham se manifestado contra, o número não seria suficiente para derrubar a aprovação, já que seriam necessários ao menos 16 para formar maioria.
Randolfe põe panos quentes e dá como encerrada decisão que manteve quebra de sigilo de LulinhaLíder do governo no Congresso disse aceitar decisão de Alcolumbre para manter legalidade da sessão; governo mira agora fintech ligada à Lagoinha Política2026-03-03T22:13:21.104ZO senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, deu como encerrado o conflito sobre a de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na última semana. Governistas haviam levado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por entender que havia quórum suficiente para dar vitória ao governo e barrar a quebra do sigilo. Nesta terça (3), e que não houve violação ao regimento. Randolfe usou do latim para dizer que o caso estava resolvido e que não irá judicializá-lo no Supremo Tribunal Federal: “Roma locuta, causa finita". “O presidente Davi Alcolumbre baliza o entendimento. A referência, mesmo na votação simbólica, é o quórum de 31 [congressistas]. Nossa verificação conta, e isso foi confirmado pelo próprio presidente Davi, que tinha 14 presentes, mais do que a oposição. Mas nos rendemos e nos curvamos ao entendimento pacificado no dia de hoje” Randolfe disse esperar agora que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), paute requerimentos do próprio governo na quinta-feira (5) – incluindo um para investigar a fintech Clava Forte Bank, ligada à Igreja da Lagoinha, suspeita de envolvimento com fraudes no INSS e no Banco Master. O SBT News tentou contato com a igreja evangélica, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. Alcolumbre tem uma série de assuntos de interesse do governo em sua mão, como a sabatina da indicação de Jorge Messias ao STF, a análise dos vetos do presidente Lula (PT) ao projeto que reduz as penas de presos pelo 8 de Janeiro – o PL da Dosimetria – e também a votação do Redata, cuja medida provisória caducou na última semana. Investigações contra Lulinha Além da CPMI, os sigilos do filho mais velho de LulaEle é citado nas investigações da Polícia Federal sobre as fraudes em ao menos quatro pontos. O principal se refere a um possível pagamento de R$ 300 mil do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a Lulinha por intermédio de uma empresa de fachada controlada por uma amiga. Nas tratativas para o repasse do dinheiro, o lobista Careca do INSS diz que o pagamento deveria ser feito ao "filho do rapaz" – que seria Lulinha. Entenda impasse da sessão Imagens da sessão da CPMI do INSS mostram que os governistas venceram por 14 a 10 a votação para evitar a quebra de sigilo de Lulinha, mas Carlos Viana disse ter visto só 7 parlamentares governistas se manifestando e declarou a quebra do sigilo mesmo sem informar quantos seriam, em sua contagem, a favor. O argumento tem como base o fato de, anteriormente, ter havido uma votação registrada no painel eletrônico com a presença de 31 integrantes da CPMI. Por essa tese, durante a votação do requerimento que tratava de Lulinha presumiria-se a presença de todos os 31 que estavam anteriormente. Isso porque a votação foi "simbólica", ou seja, sem registro eletrônico dos votos, apenas a visualização da manifestação dos parlamentares em plenário, com os contrários se levantando e acenando com a mão. Para Alcolumbre, porém, mesmo que 14 congressistas tenham se manifestado contra, o número não seria suficiente para derrubar a aprovação, já que seriam necessários ao menos 16 para formar maioria. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/randolfe-poe-panos-quentes-e-diz-respeitar-decisao-que-manteve-quebra-de-sigilo-de-lulinha
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