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Procon-MG manda suspender venda de chicletes da Fini por design impróprio

Produtos foram considerados inadequados para crianças e adolescentes e tiveram comercialização proibida em Minas Gerais

Imagem da noticia Procon-MG manda suspender venda de chicletes da Fini por design impróprio
Medida atinge os produtos “Camel Balls”, “El Toro Balls” e “Unicorn Balls” fabricados The Fini Company Brasil | Reprodulção

O Procon do Ministério Público de Minas Gerais determinou a suspensão da venda de três tipos de chicletes da marca Fini em todo o estado. A medida atinge os produtos “Camel Balls”, “El Toro Balls” e “Unicorn Balls”, considerados impróprios para o público infantojuvenil.

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A decisão foi tomada em caráter cautelar e vale até que a fabricante adeque a rotulagem dos itens.

De acordo com o Procon-MPMG, os produtos apresentam problemas de rotulagem e design. O órgão afirma que os chicletes utilizam elementos visuais associados a órgãos genitais de animais como estratégia de marketing, o que foi considerado inadequado, especialmente por atingir também crianças e adolescentes.

Segundo o promotor de Justiça Fernando Abreu, a legislação brasileira proíbe práticas que explorem a falta de experiência de menores de idade.

A avaliação é de que o visual dos produtos pode expor crianças a referências com conotação sexual de forma precoce, o que pode trazer impactos no desenvolvimento psicológico e emocional.

A medida não atinge apenas a fabricante The Fini Company Brasil, mas também empresas que vendem os produtos. Entre elas está a Amazon Serviços de Varejo do Brasil, além de outros fornecedores que comercializam os chicletes pela internet.

Medida pode se tornar nacional

O caso foi encaminhado a outros órgãos, como Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e Secretaria Nacional do Consumidor

A Senacon vai avaliar se a medida pode ser ampliada para todo o país.

Os fornecedores foram notificados e têm 10 dias úteis para apresentar defesa. Além disso, deverão enviar documentos financeiros e dados atualizados sobre as empresas.

A venda dos produtos segue suspensa até que haja adequação às normas de proteção ao consumidor.

O SBT entrou em contato com a assessoria da The Fini Company Brasil, porém não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

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