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EUA renovam permissão para compra de petróleo russo em alto-mar

Trump estende isenção por um mês após mudança de posição; decisão ocorre em meio ameaças do Irã de fechar Ormuz novamente

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O governo dos Estados Unidos renovou, nesta sexta-feira (17), uma autorização que permite a países comprarem petróleo e derivados da Rússia em alto-mar, mesmo com sanções em vigor.

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A decisão foi publicada pelo Departamento do Tesouro dos EUA e terá validade até o dia 16 de maio.

A nova licença autoriza a compra de petróleo russo carregado em navios dentro desse período. A medida substitui uma autorização anterior, que havia expirado no último dia 11 de abril.

Segundo o governo americano, a decisão faz parte de uma estratégia para evitar a alta nos preços globais de energia, que dispararam em meio ao cenário de conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Abertura de Ormuz e ameaça de fechamento

Na manhã desta sexta-feira (17), o governo do Irã anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz “pelo período restante do cessar-fogo” com os Estados Unidos.

Logo após o anúncio, o país ameaçou fechar novamente o tráfego naval caso o presidente Donald Trump mantenha o bloqueio a navios petroleiros iranianos.

Ainda segundo a medida, a licença não permite transações envolvendo países como Irã, Cuba e Coreia do Norte, que seguem sob sanções mais rígidas por parte dos Estados Unidos.

Governo havia dito que não renovaria medida

A renovação acontece poucos dias após o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmar que a autorização não seria prorrogada. A mudança de posição surpreendeu parte do mercado e analistas.

Segundo o governo, autorizações desse tipo ajudam a manter o abastecimento global.

Um exemplo citado foi a isenção concedida ao petróleo iraniano, que permitiu a entrada de cerca de 140 milhões de barris no mercado, ajudando a conter pressões sobre os preços.

Parlamentares americanos de diferentes partidos criticaram a medida. Eles afirmam que flexibilizar sanções pode beneficiar economicamente países como Rússia e Irã, que enfrentam conflitos internacionais.

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