Política

PSD ainda não definiu candidatura, mas não descarta chapa pura, diz Ratinho Jr. em exclusiva ao SBT News

Governador do Paraná é um dos nomes apontados pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como pré-candidato à Presidência pelo partido

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), afirmou que o partido ainda não definiu qual será a candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026, mas não descarta a possibilidade de lançar uma chapa pura, com presidente e vice da mesma legenda. Em entrevista exclusiva ao News Manhã, do SBT News, o governador — um dos nomes apontados pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como pré-candidato ao Planalto — destacou que a sigla reúne quadros suficientes para disputar o pleito sem alianças obrigatórias.

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“Não vejo problema nenhum o PSD ter uma chapa pura, até porque temos quadro para isso”, afirmou Ratinho Jr. Segundo ele, alianças costumam ser construídas quando faltam nomes internos com peso político, o que, em sua avaliação, não é o caso do PSD. O governador citou lideranças do partido em diferentes estados, como Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Paulo Hartung (Espírito Santo), Raquel Lyra (Pernambuco) e Fábio Mitidieri (Sergipe). “O PSD se organizou com bons quadros, quadros de credibilidade em seus estados e suas regiões”, disse.

Apesar disso, Ratinho Jr. ressaltou que a possibilidade de uma chapa própria não impede conversas com outras legendas. “Isso não impede você de conversar com outros partidos e até construir uma aliança”, afirmou, acrescentando que disputar a eleição sem coligação é “perfeitamente normal e até tranquilo para o PSD”.

Questionado sobre um eventual apoio do partido a Flávio Bolsonaro, caso o PSD não chegue ao segundo turno, o governador disse que o debate é prematuro.

Segundo ele, a definição da candidatura da sigla deve ocorrer a partir de abril. “Isso ainda não está sendo discutido, porque o partido ainda não decidiu sua candidatura”, afirmou. Ratinho Jr. destacou que a legenda deve apresentar “uma candidatura para ganhar as eleições” e defendeu que o PSD se coloque como uma alternativa política ao país. “O PSD vai ser uma alternativa para o Brasil, uma alternativa do diálogo, equilíbrio acima de tudo”, disse.

O governador também comentou a possibilidade de concorrer ao Senado caso não seja o escolhido para encabeçar a chapa presidencial, cenário que envolveria ainda os nomes de Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. Ratinho Jr. afirmou que, no momento, está focado em concluir seu mandato no Paraná. “Em abril, vai ser discutido se vou abrir mão do mandato”, explicou, mencionando que Eduardo Leite e Caiado também teriam que renunciar por exigência legal para disputar a Presidência.

Ratinho Jr. afirmou que sua decisão estará vinculada a um projeto mais amplo para o país. “Eu quero fazer parte de um projeto que possa modernizar o país”, disse. Segundo ele, se outro nome representar melhor essa proposta, seguirá apoiando internamente. “Se for o meu, eu vou ficar obviamente muito honrado e vou cumprir minha missão de representar essa nova geração e esse novo momento que o Brasil precisa.”

O governador evitou falar se irá apoiar a candidatura de Sérgio Moro (União Brasil) ao governo do Paraná. Pesquisas de intenção de voto mostram o senador como favorito para ocupar o cargo.

Segundo Ratinho Jr, ele irá indicar alguém que tenha o compromisso de continuar o que já vem fazendo no Paraná e disse que há de três a quatro bons nomes no PSD. "(vou indicar) aquele que unificar todo esse pessoal que já vem fazendo um bom trabalho no Paraná e que continue dando esse ritmo para o estado, com compromisso com o estado, que não tenha um compromisso apenas pessoal e familiar".

Entre os possíveis nomes mencionados por Ratinho Jr. estão: o secretário das cidades, Guto Silva (PSD); o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (PSD); e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD). "São nomes e bons quadros que nós temos", completou o político.

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