Economia

"Nervosismo do exterior não estará presente no mercado brasileiro", diz Chambriard sobre preço de combustíveis

Em discurso aplaudido por Lula, presidente da Petrobras afirma que "premissa básica" da estatal é "evitar repasse da volatilidade internacional" ao Brasil

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Felipe Moraes
Presidente da Petrobras, Magda Chambriard | Reprodução/YouTube

Presidente da Petrobras, Magda Chambriard | Reprodução/YouTube

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (20) que "nervosismo do mercado exterior não estará presente no mercado brasileiro", em referência a impactos da guerra no Oriente Médio sobre preços do petróleo e, por consequência, de combustíveis.

"Nossa estratégia de preços, quando presidente Lula fala de abrasileiramento de preços, é absolutamente real e está funcionando, pra baixo e pra cima", disse Chambriard em evento do governo em Minas Gerais, discursando sob aplausos do mandatário.

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"Qual é a nossa premissa básica: evitar o repasse do nervosismo internacional e da volatilidade do preço internacional pro mercado brasileiro. De novo: quando nós podemos, nós abaixamos os preços dos combustíveis; quando a gente precisa, a gente aumenta. Mas a sociedade brasileira pode ficar tranquila, que o nervosismo do exterior não estará presente no mercado brasileiro", acrescentou.

Chambriard participou hoje com Lula e autoridades como o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, de visita à refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), e anúncio de investimentos de R$ 9 bilhões da Petrobras em Minas Gerais.

A presidente da estatal disse que o plano da estatal envolve elevar a capacidade da refinaria dos atuais 170 mil barris por dia para 240 mil nos próximos cinco anos, no plano de negócios previsto até 2030. "Regap é hoje a principal pagadora individual de ICMS no estado de Minas Gerais", acrescentou Chambriard, também informando que a Gabriel Passos responde por cerca de 3,5% do PIB mineiro.

A chefe da Petrobras ainda destacou que o lucro da empresa em 2025, "apesar da queda brusca do preço do petróleo", foi "200% maior do que o de 2024".

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