Economia

Petróleo pode atingir US$ 180 com guerra no Irã, diz Arábia Saudita

Segundo o Wall Street Journal, autoridades avaliam que preços elevados representam risco para a estabilidade do mercado; commodity já acumula alta de 55% no ano

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Exame.com
20/03/2026, 12:10 • Atualizado em 20/03/2026, 12:10
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Petróleo: commodity dispara nesta segunda-feira (22) | Getty Images

Petróleo: commodity dispara nesta segunda-feira (22) | Getty Images

O petróleo pode subir ainda mais se a guerra no Irã persistir até o final de abril, segundo oficiais da Arábia Saudita ouvidos pelo Wall Street Journal.

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A commodity, que já acumula alta de 55% no ano e ultrapassou a marca dos US$ 110 em ao menos três ocasiões desde o ínicio do conflito em 28 de fevereiro, pode passar dos US$ 180 se a situação não melhorar logo.

Autoridades sauditas avaliam que preços elevados representam risco para a estabilidade do mercado. Níveis muito altos reduzem o consumo global ou provocam recessão, com impacto direto na demanda por energia.

A Arábia Saudita, segundo o WSJ, busca evitar aumentos abruptos e prioriza um equilíbrio entre preços moderados e manutenção de participação de mercado.

Os ataques a infraestruturas energéticas ampliam a volatilidade no Golfo. O estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, enfrenta restrições após ofensivas a embarcações, o que reduz a oferta internacional.

Contratos futuros do tipo Brent chegaram a US$ 119 por barril. No mercado regional, o petróleo de Omã superou US$ 166.

Projeções de bancos e cenários

Bancos internacionais revisaram para cima suas estimativas no curto prazo. O Goldman Sachs projeta preços acima de US$ 100 por barril, com média entre US$ 71 e US$ 93 em 2026.

O JP Morgan considera o nível de US$ 108 temporário e estima média próxima de US$ 60 no ano, com base em excesso estrutural de oferta.

O UBS prevê preços entre US$ 85 e US$ 90, enquanto o Bank of America projeta cerca de US$ 77,50 para 2026.

As estimativas consideram desescalada do conflito e aumento da oferta global, incluindo produção da Opep+ e de países não membros.

Riscos extremos e impacto econômico

Analistas da Wood Mackenzie e do Macquarie apontam que um bloqueio prolongado do estreito de Ormuz pode levar o petróleo a até US$ 150 por barril.

O cenário considera interrupções entre três e oito semanas e possibilidade de redução da demanda global, fenômeno conhecido como destruição de demanda.

O consenso indica alta volatilidade no curto prazo e recuo para a faixa entre US$ 60 e US$ 90 até o fim de 2026, caso o conflito perca intensidade.

Preços elevados de combustíveis pressionam economias. Nos Estados Unidos, a gasolina atingiu US$ 3,88 por galão e o diesel chegou a US$ 5,10, o que eleva custos logísticos e inflação.

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