Polícia do DF pede depoimento de Bolsonaro sobre arma
Requerimento enviado ao ministro Alexandre de Moraes sugere oitiva para a próxima quarta (24), por videoconferência


O ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar | Adriano Machado/Reuters
A Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) pediu nesta quinta-feira (18) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para colher um depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a arma confiscada em seu nome junto a um sargento cedido ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na segunda (15). O requerimento é para que a oitiva seja prestada por videoconferência na próxima quarta (24), às 15h.
A corporação diz ter sido barrada pela equipe de escolta de entregar a intimação pessoalmente na residência de Bolsonaro em Brasília, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporariamente enquanto se recupera de uma broncopneumonia. O prazo de 90 dias da domiciliar se encerra no dia seguinte à data proposta para a oitiva.
Antes de ser transferido para a residência no Jardim Botânico, bairro de Brasília, Bolsonaro vinha cumprindo a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O espaço está inserido no Complexo Penitenciário da Papuda, principal presídio de Brasília.
Arma confiscada
Uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga, bairro de Brasília, apreendeu na noite de segunda-feira (15) uma pistola Glock junto a um sargento do Exército cedido ao GSI. A arma estava no assoalho do carro. De início, o sargento disse que a pistola era sua, mas admitiu ser de Bolsonaro posteriormente. Moraes cobrou explicações sobre o episódio.
Em resposta, a defesa do ex-presidente disse que o armamento estava devidamente registrado e tinha sido inutilizado por precaução, já que Bolsonaro faz uso de medicações psiquiátricas que podem afetar a sua cognição.
Ainda conforme os advogados, a falta de uma das peças impedia o funcionamento do sistema de disparo.
O problema teria sido percebido por Bolsonaro ao manusear o equipamento em casa, e por isso a pistola teria sido entregue ao sargento, que possui experiência com armamentos, para verificação da falha.















