Flávio diz que pode definir vice até dia 15 de agosto
Candidato do PL à Presidência minimizou falta de alianças e disse ter o apoio dos principais quadros de outros partidos
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Ighor Nóbrega
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL | Reprodução/O Antagonista
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (4) que poderá definir o nome do vice de sua chapa até 15 de agosto, prazo final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro das candidaturas.
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A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo portal O Antagonista e pela G4 com os candidatos à Presidência.
Inicialmente, Flávio havia fixado esta quarta-feira (5) como prazo para fechar a chapa, mas a dificuldade para formar alianças nacionais deve adiar a definição. Com isso, a tendência é que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro dispute a eleição em uma chapa pura, com um vice do próprio PL.
Flávio falou pela primeira vez publicamente sobre o desejo de ter a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques como vice. Em convenção nacional nesta terça-feira (4), no entanto, o Republicanos, partido da administradora, oficializou que ficará neutro nas eleições de 2026, inviabilizando assim a composição almejada pelo senador.
“A Dani Marques é uma pessoa que gostaria muito que fosse minha vice. Nas nossas tratativas com o Republicanos deixei isso claro", afirmou.
O senador também recebeu na última semana uma resposta negativa do PP para uma aliança na disputa pelo Planalto, inviabilizando a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS), outro nome desejado por Flávio para a vice.
Na sabatina desta terça-feira (4), Flávio minimizou a ausência de alianças partidárias em torno de sua candidatura. Segundo ele, apesar da posição adotada pelas direções nacionais, sua campanha conta com o apoio de importantes lideranças dessas siglas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador afirmou ainda que já tem palanque em 22 estados.
“Os caciques políticos estão com algumas preocupações, mas os principais quadros desses partidos estão conosco no projeto”, declarou.
Apesar do discurso, o candidato afirmou que continuará tentando fechar alianças até esta quarta-feira (5) para ampliar o tempo de propaganda eleitoral.
Flávio também apresentou propostas para um eventual governo. Defendeu a aprovação da PEC que extingue a reeleição e afirmou que o ideal seria aprová-la ainda durante o período de transição, para que pudesse entrar em vigor já em seu mandato.
Segundo o senador, ainda será necessário definir questões como a duração dos mandatos, a aplicação da mudança a governadores e prefeitos e a realização de eleições unificadas para os cargos federais e municipais.
O candidato também defendeu a redução do número de ministérios, dos atuais 39 para 26 ou 27, como ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro.
Ele voltou a defender a concessão de anistia a Bolsonaro e aos demais condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Flávio criticou a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de suspender a Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional.
“Tem que ter alguém que entenda e tenha conhecimento de como lidar com a política. E dentro do Congresso Nacional vou conseguir aprovar essa anistia", afirmou.
Flávio voltou a criticar Moraes e afirmou que o ministro deveria respeitar a Constituição. Também defendeu o avanço de processos de impeachment contra integrantes do STF, mas disse que, para isso, seria necessário mudar a composição do Senado.
“Qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal que cometer um crime de responsabilidade tem que sofrer processo de impeachment. É uma grande anomalia porque a atual configuração do Senado desequilibrou essa suposta harmonia que deveria haver entre os poderes”, declarou o candidato a presidente.
“A inércia atual chegou a essa situação de que Moraes pode tomar medidas inconstitucionais e ilegais, seguro de que nada acontecerá no Senado”, completou.
O senador também destacou que o próximo presidente terá a prerrogativa de indicar quatro ministros do STF durante o mandato e disse que, sob um novo governo Lula (PT), o Brasil correria o risco de ter “mais quatro Alexandres de Moraes”.
Flávio diz que pode definir vice até dia 15 de agostoCandidato do PL à Presidência minimizou falta de alianças e disse ter o apoio dos principais quadros de outros partidosPolítica2026-08-04T16:44:42.387ZO senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (4) que poderá definir o nome do vice de sua chapa até 15 de agosto, prazo final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro das candidaturas. A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo portal O Antagonista e pela G4 com os candidatos à Presidência. Inicialmente, Flávio havia fixado esta quarta-feira (5) como prazo para fechar a chapa, mas a dificuldade para formar alianças nacionais deve adiar a definição. Com isso, a tendência é que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro dispute a eleição em uma chapa pura, com um vice do próprio PL. Flávio falou pela primeira vez publicamente sobre o desejo de ter a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques como vice. Em convenção nacional nesta terça-feira (4), no entanto, o Republicanos, partido da administradora, nas eleições de 2026, inviabilizando assim a composição almejada pelo senador. “A Dani Marques é uma pessoa que gostaria muito que fosse minha vice. Nas nossas tratativas com o Republicanos deixei isso claro", afirmou. O senador também recebeu na última semana uma para uma aliança na disputa pelo Planalto, inviabilizando a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS), outro nome desejado por Flávio para a vice. Na sabatina desta terça-feira (4), Flávio minimizou a ausência de alianças partidárias em torno de sua candidatura. Segundo ele, apesar da posição adotada pelas direções nacionais, sua campanha conta com o apoio de importantes lideranças dessas siglas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador afirmou ainda que já tem palanque em 22 estados. “Os caciques políticos estão com algumas preocupações, mas os principais quadros desses partidos estão conosco no projeto”, declarou. Apesar do discurso, o candidato afirmou que continuará tentando fechar alianças até esta quarta-feira (5) para ampliar o tempo de propaganda eleitoral. Flávio também apresentou propostas para um eventual governo. Defendeu a aprovação da PEC que extingue a reeleição e afirmou que o ideal seria aprová-la ainda durante o período de transição, para que pudesse entrar em vigor já em seu mandato. Segundo o senador, ainda será necessário definir questões como a duração dos mandatos, a aplicação da mudança a governadores e prefeitos e a realização de eleições unificadas para os cargos federais e municipais. O candidato também defendeu a redução do número de ministérios, dos atuais 39 para 26 ou 27, como ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele voltou a defender a concessão de anistia a Bolsonaro e aos demais condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Flávio criticou a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de suspender a Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional. “Tem que ter alguém que entenda e tenha conhecimento de como lidar com a política. E dentro do Congresso Nacional vou conseguir aprovar essa anistia", afirmou. Flávio voltou a criticar Moraes e afirmou que o ministro deveria respeitar a Constituição. Também defendeu o avanço de processos de impeachment contra integrantes do STF, mas disse que, para isso, seria necessário mudar a composição do Senado. “Qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal que cometer um crime de responsabilidade tem que sofrer processo de impeachment. É uma grande anomalia porque a atual configuração do Senado desequilibrou essa suposta harmonia que deveria haver entre os poderes”, declarou o candidato a presidente. “A inércia atual chegou a essa situação de que Moraes pode tomar medidas inconstitucionais e ilegais, seguro de que nada acontecerá no Senado”, completou. O senador também destacou que o próximo presidente terá a prerrogativa de indicar quatro ministros do STF durante o mandato e disse que, sob um novo governo Lula (PT), o Brasil correria o risco de ter “mais quatro Alexandres de Moraes”.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-diz-que-pode-definir-vice-ate-dia-15-de-agosto
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