Renan se nega a dizer se apoiará Lula ou Flávio em 2º turno
Candidato do Partido Missão afirmou que seguirá na disputa até o fim, criticou os dois grupos políticos e disse que "ambos geram danos terríveis para o futuro"
Caroline Vale
Renan Santos, candidato à Presidência em 2026. | Reprodução/YouTube/G4 Business
O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou que não pretende antecipar apoio em um eventual segundo turno da eleição entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Durante sabatina promovida pelo site O Antagonista e pelo Grupo G4, ele disse que não considera correto um candidato discutir cenários de derrota antes da votação.
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Ao ser questionado sobre um eventual segundo turno, Renan afirmou que "um líder não vai ficar aqui falando: 'ah, eu não vou para o segundo turno'". Segundo ele, sua obrigação é manter sua base mobilizada. "O mesmo exército de militantes que eu motivei a montar o partido político, eu tenho que motivar agora", declarou.
Durante a entrevista, o candidato voltou a criticar tanto o presidente Lula quanto a família Bolsonaro. "A família Bolsonaro e o Lula são duas faces da mesma moeda. Não porque são iguais. Eles são diferentes entre si. Mas porque ambos geram danos terríveis para o nosso futuro", afirmou.
Renan também criticou o que considera ser o foco do debate político atual. Segundo ele, a discussão não deveria estar centrada em programas sociais ou promessas eleitorais. "A discussão política dessas eleições vai ficar centrada no quê? O Lula dá mais um pouco de Pé-de-Meia? O Lula dá mais um Vale Gás? E o Flávio Bolsonaro oferecer celular de graça para mulher para melhorar a intenção de voto com mulher? Essa que se tornou a discussão política no Brasil", disse. Em seguida, defendeu que o país discuta temas como "desindexação, desvinculação e reforma de competitividade".
"Eu adotei um caminho não da neutralidade, mas de enfrentar ambos. De não aceitar o erro de ambos", declarou. Segundo ele, essa postura fez com que passasse a "apanhar dos dois lados", mas também o tornou "um líder melhor".
Questionado novamente sobre um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Renan recusou-se a escolher um dos nomes. "Eu voto Renan Santos. Eu não vou para a batalha pensando em perder", respondeu.
Ao longo da sabatina, Renan também destacou que acredita ter construído um espaço político próprio. "Consegui criar um partido político, algo que o ex-presidente Bolsonaro tentou e falhou miseravelmente", afirmou.
Propostas de governo
Entre outras propostas apresentadas durante a entrevista, Renan defendeu o corte de incentivos fiscais que considera ineficientes, preservando benefícios para setores como o agronegócio.
O candidato declarou ainda que o Brasil enfrenta "uma crise de liderança", defendeu a dosimetria sem anistia para Jair Bolsonaro e os demais condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ele também disse ser favorável à pena de morte, embora tenha reconhecido que não acredita ser possível aprová-la.
Na área institucional, afirmou que o Congresso deve manter autonomia, mas que nomeações para cargos públicos precisam seguir critérios técnicos. Sobre a imprensa, disse que não pretende censurar jornalistas, mas criticou páginas de fofoca e perfis locais de notícias que, segundo ele, são financiados por prefeituras. "Isso aí não é jornalismo", afirmou, ao defender maior transparência.
Renan também apresentou propostas para reorganizar a exploração de terras raras; e reduzir a dependência de pequenos municípios de recursos federais por meio de incentivos para fusões municipais.
Renan se nega a dizer se apoiará Lula ou Flávio em 2º turnoCandidato do Partido Missão afirmou que seguirá na disputa até o fim, criticou os dois grupos políticos e disse que "ambos geram danos terríveis para o futuro"
Política2026-08-04T15:53:55.856ZO , Renan Santos, afirmou que não pretende antecipar apoio em um eventual segundo turno da eleição entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Durante sabatina promovida pelo site O Antagonista e pelo Grupo G4, ele disse que não considera correto um candidato discutir cenários de derrota antes da votação. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Ao ser questionado sobre um eventual segundo turno, Renan afirmou que "um líder não vai ficar aqui falando: 'ah, eu não vou para o segundo turno'". Segundo ele, sua obrigação é manter sua base mobilizada. "O mesmo exército de militantes que eu motivei a montar o partido político, eu tenho que motivar agora", declarou. Durante a entrevista, o candidato voltou a criticar tanto o presidente Lula quanto a família Bolsonaro. "A família Bolsonaro e o Lula são duas faces da mesma moeda. Não porque são iguais. Eles são diferentes entre si. Mas porque ambos geram danos terríveis para o nosso futuro", afirmou. Renan também criticou o que considera ser o foco do debate político atual. Segundo ele, a discussão não deveria estar centrada em programas sociais ou promessas eleitorais. "A discussão política dessas eleições vai ficar centrada no quê? O Lula dá mais um pouco de Pé-de-Meia? O Lula dá mais um Vale Gás? E o Flávio Bolsonaro oferecer celular de graça para mulher para melhorar a intenção de voto com mulher? Essa que se tornou a discussão política no Brasil", disse. Em seguida, defendeu que o país discuta temas como "desindexação, desvinculação e reforma de competitividade". "Eu adotei um caminho não da neutralidade, mas de enfrentar ambos. De não aceitar o erro de ambos", declarou. Segundo ele, essa postura fez com que passasse a "apanhar dos dois lados", mas também o tornou "um líder melhor". Questionado novamente sobre um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Renan recusou-se a escolher um dos nomes. "Eu voto Renan Santos. Eu não vou para a batalha pensando em perder", respondeu. Ao longo da sabatina, Renan também destacou que acredita ter construído um espaço político próprio. "Consegui criar um partido político, algo que o ex-presidente Bolsonaro tentou e falhou miseravelmente", afirmou. Propostas de governo Entre outras propostas apresentadas durante a entrevista, Renan defendeu o corte de incentivos fiscais que considera ineficientes, preservando benefícios para setores como o agronegócio. O candidato declarou ainda que o Brasil enfrenta "uma crise de liderança", defendeu a dosimetria sem anistia para Jair Bolsonaro e os demais condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ele também disse ser favorável à pena de morte, embora tenha reconhecido que não acredita ser possível aprová-la. Na área institucional, afirmou que o Congresso deve manter autonomia, mas que nomeações para cargos públicos precisam seguir critérios técnicos. Sobre a imprensa, disse que não pretende censurar jornalistas, mas criticou páginas de fofoca e perfis locais de notícias que, segundo ele, são financiados por prefeituras. "Isso aí não é jornalismo", afirmou, ao defender maior transparência. Renan também apresentou propostas para reorganizar a exploração de terras raras; e reduzir a dependência de pequenos municípios de recursos federais por meio de incentivos para fusões municipais. Demais sabatinados nesta terça: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/renan-se-nega-a-dizer-se-apoiara-lula-ou-flavio-em-2-turno
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