Marques mantém vídeo de Lula que vincula Flávio ao Master
Presidente do TSE decidiu que "inexistente falsidade manifesta ou descontextualização grave que autorize a imediata suspensão da propaganda"
F
Felipe Moraes
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na convenção do PL em Santa Catarina | Divulgação/Vittor Sales
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, rejeitou nessa terça-feira (1º) dois pedidos de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para suspender uma propaganda eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que vincula o senador ao escândalo do Banco Master.
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Uma ação questiona inserções do vídeo, com duração de 30 segundos, na programação da TV, enquanto a outra discute a utilização da peça no horário eleitoral do petista exibido durante a noite. O ministro submeteu sua decisão a referendo no plenário do TSE.
Nos pedidos tanto de direito de resposta quanto de suspensão imediata da propaganda, a defesa do candidato do PL argumentou que o conteúdo "promove grave descontextualização ao associar as irregularidades financeiras investigadas no âmbito do Banco Master a uma conversa privada mantida com Daniel Vorcaro, relacionada a pedido de patrocínio para a produção de filme sobre a vida de seu pai".
Intitulada "Flávio Bolsonaro e Banco Master: O Maior Escândalo de Corrupção do Brasil", a peça reúne cortes de entrevista e do áudio em que o senador faz cobranças a Vorcaro por dinheiro para o orçamento do longa-metragem "Dark Horse".
O vídeo também exibe frases como "quem mentiu foi Flávio Bolsonaro, flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões" e "Flávio Bolsonaro, não dá para confiar; o pior dos Bolsonaros".
TSE rejeita pedido de remoção de conteúdo que vincula Flávio Bolsonaro ao Banco Master
O Tribunal Superior Eleitoral negou suspensão de veiculação e o pedido de direito de resposta apresentado por Flávio Bolsonaro contra a Coligação “Brasil Pronto pra Mais” e manteve no ar nossa… pic.twitter.com/5ipVu70VXi
Marques argumentou que, segundo a jurisprudência do TSE, "o direito de resposta não se destina a neutralizar críticas políticas, ainda que contundentes, ácidas ou desfavoráveis". O ministro reforçou que a Justiça Eleitoral só deve intervir quando houver "ofensa que ultrapasse os limites próprios do debate eleitoral ou a divulgação de falsidade objetiva".
"O próprio requerente reconhece a existência do diálogo mantido com Daniel Vorcaro, a autenticidade do áudio divulgado e o fato de que a conversa estava relacionada à obtenção de patrocínio para a produção de filme sobre a vida de seu pai. Afirma, inclusive, que empresa ligada a Daniel Vorcaro figurava entre as patrocinadoras do longa-metragem", escreveu.
Para Marques, o fato de o diálogo não provar vínculo direto de Flávio Bolsonaro com as fraudes financeiras do Master não invalida "a crítica construída a partir da relação efetivamente existente entre os envolvidos".
O magistrado lembrou que a propaganda "tampouco afirma que ele seja investigado ou acusado da prática dos ilícitos atribuídos aos responsáveis pelo Banco Master".
"Assim, no caso em exame, embora a edição procure aproximar a imagem do requerente do escândalo envolvendo o Banco Master, a associação crítica construída pela propaganda não se converte, ao menos neste exame preliminar, em imputação de autoria ou de participação nas fraudes investigadas", reiterou o ministro.
O presidente do TSE explicou que a edição do vídeo, que vincula o senador ao Master para "produzir percepção eleitoral desfavorável", "é própria da propaganda crítica dirigida a candidato adversário".
O ministro repetiu que a Justiça Eleitoral só deve agir "quando fundada em premissa objetivamente falsa ou em manipulação grave do contexto, circunstâncias que não se evidenciam de plano".
Marques mantém vídeo de Lula que vincula Flávio ao MasterPresidente do TSE decidiu que "inexistente falsidade manifesta ou descontextualização grave que autorize a imediata suspensão da propaganda"Política2026-09-02T11:35:31.363ZO presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, rejeitou nessa terça-feira (1º) dois pedidos de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para suspender uma propaganda eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que vincula o senador ao escândalo do Banco Master. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Uma ação questiona inserções do vídeo, com duração de 30 segundos, na programação da TV, enquanto a outra discute a utilização da peça no horário eleitoral do petista exibido durante a noite. O ministro submeteu sua decisão a referendo no plenário do TSE. Nos pedidos tanto de direito de resposta quanto de suspensão imediata da propaganda, a defesa do candidato do PL argumentou que o conteúdo "promove grave descontextualização ao associar as irregularidades financeiras investigadas no âmbito do Banco Master a uma conversa privada mantida com Daniel Vorcaro, relacionada a pedido de patrocínio para a produção de filme sobre a vida de seu pai". Intitulada "Flávio Bolsonaro e Banco Master: O Maior Escândalo de Corrupção do Brasil", a peça reúne cortes de entrevista e do áudio em que o senador faz cobranças a Vorcaro por dinheiro para o orçamento do longa-metragem "Dark Horse". O vídeo também exibe frases como "quem mentiu foi Flávio Bolsonaro, flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões" e "Flávio Bolsonaro, não dá para confiar; o pior dos Bolsonaros". Marques argumentou que, segundo a jurisprudência do TSE, "o direito de resposta não se destina a neutralizar críticas políticas, ainda que contundentes, ácidas ou desfavoráveis". O ministro reforçou que a Justiça Eleitoral só deve intervir quando houver "ofensa que ultrapasse os limites próprios do debate eleitoral ou a divulgação de falsidade objetiva". "O próprio requerente reconhece a existência do diálogo mantido com Daniel Vorcaro, a autenticidade do áudio divulgado e o fato de que a conversa estava relacionada à obtenção de patrocínio para a produção de filme sobre a vida de seu pai. Afirma, inclusive, que empresa ligada a Daniel Vorcaro figurava entre as patrocinadoras do longa-metragem", escreveu. Para Marques, o fato de o diálogo não provar vínculo direto de Flávio Bolsonaro com as fraudes financeiras do Master não invalida "a crítica construída a partir da relação efetivamente existente entre os envolvidos". O magistrado lembrou que a propaganda "tampouco afirma que ele seja investigado ou acusado da prática dos ilícitos atribuídos aos responsáveis pelo Banco Master". "Assim, no caso em exame, embora a edição procure aproximar a imagem do requerente do escândalo envolvendo o Banco Master, a associação crítica construída pela propaganda não se converte, ao menos neste exame preliminar, em imputação de autoria ou de participação nas fraudes investigadas", reiterou o ministro. O presidente do TSE explicou que a edição do vídeo, que vincula o senador ao Master para "produzir percepção eleitoral desfavorável", "é própria da propaganda crítica dirigida a candidato adversário". O ministro repetiu que a Justiça Eleitoral só deve agir "quando fundada em premissa objetivamente falsa ou em manipulação grave do contexto, circunstâncias que não se evidenciam de plano".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/marques-mantem-video-de-lula-que-vincula-flavio-ao-master
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