Política

IOF: Insatisfação com o Congresso e pressão por emendas teriam levado Motta a pautar projeto

Presidente da Câmara avançou na votação sem realizar reunião prevista com líderes de bancada

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Gabriela Tunes, Jessica Cardoso
Presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) | Divulgação/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) | Divulgação/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Líderes de bancadas partidárias ouvidos pelo SBT News disseram que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu pautar nesta quarta-feira (25) a votação do projeto que derruba o decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) motivado principalmente por dois fatores: a pressão pela liberação de emendas parlamentares e a reação negativa do público à recente derrubada de veto do presidente Lula (PT) que pode elevar a conta de luz.

Motta anunciou a análise do projeto de decreto legislativo (PDL) por meio de uma publicação nas redes sociais na noite de terça-feira (24). A decisão não passou por negociação formal nem reunião entre os líderes de bancada, como estava prevista.

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O presidente da Câmara chegou a contatar os líderes do governo para avaliar a situação na terça-feira, mas, ao constatar a falta de movimentação, decidiu agir por conta própria.

A movimentação surpreendeu o Palácio do Planalto, que esperava negociar o calendário da votação após a divulgação do próximo relatório bimestral das contas públicas, previsto para 22 de julho.

A votação na Câmara será realizada em sessão híbrida, modelo em que os deputados podem votar remotamente. A escolha do formato se deve ao fato de muitos parlamentares estarem fora de Brasília, em razão das festas juninas. O relator do projeto é o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO).

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