Polícia

Tio e sobrinha são presos no Rio ao tentarem sacar R$ 1 milhão em agência bancária

Dono da conta mora na Austrália; procuração apresentada pela dupla, que pretendia dividir o dinheiro, era falsa

Um tio e uma sobrinha foram presos em flagrante no Rio de Janeiro ao tentarem aplicar um golpe de mais de R$ 1 milhão em uma agência bancária na Barra da Tijuca, zona sudoeste da capital fluminense, na última sexta-feira (13). Segundo a Polícia Civil, o dinheiro estava na conta de um homem que mora na Austrália, e a procuração apresentada para a movimentação era falsa.

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Karine Moreth de Moraes, de 37 anos, e Amancio Siqueira Lima, de 62, foram autuados por estelionato, tentativa de crime e associação criminosa. A mulher apresentou uma procuração supostamente assinada pelo titular da conta em uma agência bancária na Praça Euvaldo Lodi. O documento lhe daria poderes para movimentar uma conta-corrente inativa, mas com saldo superior a R$ 1 milhão.

O que os suspeitos não contavam era com a desconfiança da gerente. Ao perceber inconsistências no documento e na operação – uma transferência de alto valor e fora do padrão – a funcionária acionou a central de validação e, paralelamente, a polícia. Enquanto o documento era analisado, Karine deixou o banco alegando que iria "tomar um café".

Policiais acompanharam a suspeita de forma discreta. Ela foi até um bar na Barra da Tijuca, onde se encontrou com o tio e uma terceira mulher. Segundo relato de um dos agentes, foi possível ouvir Amancio perguntar à sobrinha se "havia dado certo". Ela teria respondido que sim.

A abordagem foi feita no local. Na delegacia, os policiais confirmaram com um cartório no Ceará que o documento era falso.

Policial abordou tio e sobrinha em um bar na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio | Reprodução
Policial abordou tio e sobrinha em um bar na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio | Reprodução

Em depoimento, Karine teria admitido que sabia da falsidade do documento e afirmou que o golpe teria sido articulado pelo tio. Amancio também confessou que tinha conhecimento da fraude e disse que o plano foi idealizado por um terceiro envolvido, que mora no Ceará. A intenção era transferir o valor e dividir o dinheiro entre eles.

A terceira mulher abordada foi ouvida e liberada após os dois confirmarem que ela não participava do crime.

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