Temer reage a desfile sobre Lula e diz ter “saudades da Tuiuti”, escola que o retratou como vampiro em 2018
Na Sapucaí, ex-presidente foi encenado retirando a faixa de Dilma Rousseff em referência ao impeachment de 2016



Eduardo Gayer
Jessica Cardoso
O ex-presidente Michel Temer (MDB) reagiu nesta segunda-feira (16) após ser representado no desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado no domingo (15), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Em nota, afirmou ter “saudades da Tuiuti”, em referência à escola Paraíso do Tuiuti que o retratou como vampiro no Carnaval de 2018.
Durante a apresentação deste ano, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Temer apareceu em uma cena na qual tirava a faixa presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em referência ao processo de impeachment de 2016.
Na época, Temer era vice-presidente na chapa de Dilma e assumiu o comando do Palácio do Planalto após o afastamento da petista.

Na nota intitulada “Saudades da Tuiuti”, o ex-presidente defendeu a liberdade artística, mas fez críticas ao atual governo.
“A sátira política é parte da tradição do carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida", afirmou.
Em outro trecho, sugeriu que houve exaltação ao governo federal na avenida ao descrever o evento como “bajulação na Sapucaí”. Temer também criticou a política econômica. Sem citar Lula nominalmente, mencionou “irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente”.
Leia a nota
“Saudades da Tuiuti
A sátira política é parte da tradição do carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida.
Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.
O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.
Olha o Brasil aí… gente!
Michel Temer.”









