Política

Novo diz que vai pedir inelegibilidade de Lula após desfile na Sapucaí

Partido diz que homenagem configurou propaganda antecipada com recursos públicos; evento recebeu críticas de outros nomes da oposição

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SBT News
16/02/2026, 14:14 • Atualizado em 16/02/2026, 14:23
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O presidente Lula na avenida da Sapucaí durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, que o homenageou | Reprodução/Instagram @academicosdeniteroi

O presidente Lula na avenida da Sapucaí durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, que o homenageou | Reprodução/Instagram @academicosdeniteroi

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói e anunciou medidas judiciais. O Partido Novo disse, nesta segunda-feira (16), que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do petista.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (16), o partido declarou que pedirá a inelegibilidade de Lula assim que houver o registro formal de candidatura.

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“Não estamos diante de um debate político, mas de um fato jurídico. Houve propaganda eleitoral antecipada financiada com dinheiro público. A consequência prevista na lei é clara e rigorosa”, disse Eduardo Ribeiro, presidente do partido.

Para o Novo, o desfile caracterizou abuso de poder político e econômico ao utilizar recursos públicos para promover a imagem de Lula em contexto pré-eleitoral.

Segundo a legenda, o evento deixou de representar uma manifestação cultural espontânea. O partido também alegou que os elementos apresentados na representação protocolada na semana passada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se confirmaram no desfile, reforçando a tese de propaganda eleitoral antecipada associada ao uso indevido da máquina pública.

Lula foi homenageado pela Acadêmicos de Niterói, primeira escola a desfilar no Grupo Especial do Rio de Janeiro, na Sapucaí, na noite de domingo (15).

Um dos momentos que mais repercutiu foi a presença de um palhaço preso em um dos carros alegóricos, usando uma tornozeleira eletrônica danificada, alegoria que fazia referência indireta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em publicação no Instagram, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro criticou a representação. "Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião", afirmou.

Post de Michelle Bolsonaro sobre carro alegórico que representa Bolsonaro preso | Reprodução
Post de Michelle Bolsonaro sobre carro alegórico que representa Bolsonaro preso | Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também criticou o presidente e afirmou que ele usa dinheiro público para fazer campanha antecipada.

Já o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) fez alusões à Operação Lava Jato e afirmou que o desfile “foi um deprimente espetáculo de abuso do poder”.

Lula acompanhou o desfile na Sapucaí ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD).

Em um dos momentos da apresentação da Acadêmicos de Niterói, o presidente deixou o camarote e desceu à avenida para cumprimentar o mestre-sala e a porta-bandeira da escola.

A primeira-dama Janja Lula da Silva desistiu de desfilar pela Acadêmicos de Niterói. Ela esteve no sambódromo, mas não subiu no carro alegórico com a imagem de Lula.

Segundo apuração do SBT News, a fala da ministra Cármen Lúcia, atual presidente do TSE, pesou na decisão de Janja.

Ao ser questionado pela oposição, o TSE autorizou o desfile da escola por entender que não havia base jurídica para reprimir uma manifestação artística. No entanto, Cármen Lúcia alertou que não havia “salvo-conduto para quem quer que seja” e que o samba-enredo dava margem para questionamentos futuros.

Segundo outra apuração do SBT News, um dos titulares do time de Lula que estava no sambódromo disse que Janja não desfilou “porque ela não quis” e que ministros do Planalto consideraram “decisão acertada” a ausência da primeira-dama.

O governo não se manifestou sobre as acusações de campanha eleitoral antecipada.

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