Governo não tem que interferir em decisão do Congresso sobre CPIs do Master, diz Rui Costa
Ministro da Casa Civil deu declaração pouco depois de Lula afirmar, no STF, que governo está chegando aos “magnatas do crime”

Ranier Bragon
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo não deve se intrometer na decisão do Congresso de abrir CPIs para investigar o caso Master, apesar de horas antes o presidente Lula (PT) ter dito que seu governo está chegando aos “magnatas do crime”.
Na saída da solenidade em que entregou a mensagem presidencial ao Congresso, Rui Costa disse ao SBT News que o Executivo já está investigando o caso por meio do Banco Central e da Polícia Federal.
“Acredito que os deputados do PT, de outros partidos, já estão assinando as CPIs e já estão se posicionando a favor. [mas] Eu não acho que o Executivo tem que interferir na definição, se monta ou não monta. Cabe aos parlamentares, deputados e senadores escolherem qual o melhor caminho. O Executivo já escolheu qual o caminho, que é da apuração de responsabilidades”, disse Rui Costa.
Apesar de pedidos de CPI já terem reunido assinaturas de apoio suficiente entre parlamentares, há grande resistência nos principais partidos em se montar a comissão devido às relações do banqueiro Daniel Vorcaro com o mundo político.
“O discurso do presidente do Congresso [Davi Alcolumbre] hoje, foi nesse sentido. Cada poder tem sua tarefa, tem suas atribuições, e é importante que cada poder fique no estreito e limite do que é o seu papel. Então, o papel do Executivo tem instrumentos de apuração, de investigações administrativas e policiais, e já está fazendo”, disse Rui Costa.
O ministro da Casa Civil disse ainda que as prioridades do governo nesse ano eleitoral no Congresso são o projeto que acaba com a escala 6 por 1 e as pautas de segurança pública.
"Eu diria que, além da 6x1, tem o clamor da sociedade sobre as questões vinculadas à segurança pública. Nós temos uma PEC aqui tramitando, temos leis ordinárias aqui tramitando, e acho que é importante, a sociedade espera que o Congresso possa atualizar a legislação sobre segurança pública. É preciso dar mais ferramentas às diversas instâncias, sejam elas de investigação policial, estaduais, federais", afirmou o ministro.









