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Palmeiras rescinde contrato de patrocínio com a Fictor após pedido de recuperação judicial

Clube cita inadimplemento contratual e estuda medidas legais para receber valores devidos pela empresa

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Palmeiras rescinde contrato de patrocínio com a Fictor após pedido de recuperação judicial | Fabio Menotti/Palmeiras

O Palmeiras informou que rescindiu o contrato de patrocínio com a Fictor, que entrou no último domingo (1º) com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.

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De acordo com o clube, a rescisão acontece “em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo, conforme previsto no acordo pactuado entre as partes em março de 2025”.

Em nota, a diretoria do Palmeiras afirmou ainda que “estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor”.

Entenda o caso Fictor

O Grupo Fictor entrou no domingo (1º) com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. As dívidas acumuladas da empresa chegam a R$ 4 bilhões. Em comunicado, a instituição apontou a liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil, em 18 de novembro de 2025, como determinante para a deterioração da liquidez.

Um dia antes da liquidação, em 17 de novembro, um consórcio liderado por um dos sócios da Fictor anunciou aporte imediato de R$ 3 bilhões para comprar o Master. A operação, porém, acabou impossibilitada pela decisão do Banco Central.

“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, apontou a empresa.

A Fictor afirmou que “pretende realizar a quitação” dos compromissos financeiros “sem nenhum deságio”. No pedido de recuperação, solicitou ainda “tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias, reduzindo o risco de corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equânime”.

Em comunicado, a instituição também disse que “ativos operacionais seguem funcionando e a base produtiva permanece relevante, apesar da pressão de curto prazo”. “A principal subsidiária industrial do grupo, a Fictor Alimentos S.A., reúne unidades em Minas Gerais e Rio de Janeiro e sustenta uma cadeia de 3.500 empregos diretos e 10.000 indiretos, além de carteira ampla de clientes”, acrescentou.

A Fictor explicou ainda que o pedido de recuperação judicial não inclui as subsidiárias, “que devem seguir com suas rotinas, contratos e projetos”.

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