Motta diz que Câmara deve votar acordo Mercosul-UE na semana após o Carnaval
Presidente afirmou que comissão do Mercosul terá até a próxima semana para analisar o texto antes de envio ao plenário


Jessica Cardoso
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (2) que a votação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia no plenário da Casa está prevista para a semana seguinte ao Carnaval. Antes disso, o texto será analisado pela comissão mista responsável pelo tema.
“Combinei que a Comissão do Mercosul terá até a próxima semana para analisar e consequentemente aprovar — espero que esse seja o encaminhamento — para que, na semana seguinte ao Carnaval, possamos votar no plenário da Câmara dos Deputados o acordo Mercosul-União Europeia”, disse Motta durante a primeira sessão do Ano Legislativo de 2026.
A comissão da representação brasileira no Parlamento do Mercosul é presidida pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e será responsável por emitir o parecer que permitirá o avanço da proposta.
Segundo Motta, o cronograma definido representa o trâmite mais “célere” e “mais eficiente” possível, considerando a complexidade do acordo.
“Já que é um acordo que tem mais de 4 mil páginas, não dá para se fazer uma análise de maneira atropelada. Nós queremos fazer realmente um trabalho de qualidade, de excelência. Não tenho dúvidas que essa matéria unirá todos os partidos da casa, independente de ser partido de oposição ou da base aliada ao governo, porque é uma matéria de país, de estado”, declarou.
A tratativa foi assinada em janeiro, mas sua ratificação depende da aprovação dos parlamentos dos países do Mercosul e da União Europeia, além do Parlamento Europeu, para que o tratado entre em vigor.
O texto foi encaminhado ao Congresso Nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (2), com publicação em edição extra do Diário Oficial da União.
“O Brasil tirará, sem dúvida alguma, um grande proveito desse acordo comercial. Recebemos com a alegria a notícia do encaminhamento até a Câmara dos Deputados por parte do Poder Executivo”, disse Motta.









