Política

Governo Lula e gestão de Tarcísio no setor de infraestrutura "não têm comparação", afirma ministro da pasta

Renan Filho parte para disputa de números com oposição e enaltece que Brasil está em máxima histórica de investimentos e exportação

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O ministro dos Transportes, Renan Filho, avaliou, em entrevista ao SBT News, que as entregas do governo Lula no setor de obras e licitações “não têm comparação” com o desempenho de Tarcísio Freitas, quando o governador de São Paulo foi ministro de Infraestrutura.

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“A gente fez muito mais. A gente fez mais investimento público porque o Tarcísio era subordinado ao teto de gastos que investiu apenas R$ 7 bilhões por ano, a gente investiu R$ 15 bilhões, o dobro. E do ponto de vista da atração do investimento privado, a desproporção é ainda maior. Enquanto em rodovias, ele fez 6 leilões, nós fizemos 22. Estamos em máxima histórica em investimento em infraestrutura”, afirmou ao programa Sala de Imprensa.

Renan Filho é um dos principais ministros na estratégia do governo federal de promover uma disputa de números entre Lula e seus adversários políticos no debate sobre quem fez mais pelo Brasil.

As eleições de 2026 servirão para população avaliar as entregas do governo. “O próprio Tarcísio foge muito do debate. Não é comigo, é com o número”, critica o ministro.

“(Tarcísio) contratou R$ 99 bilhões para rodovia, nós contratamos R$ 250 bilhões. E vamos terminar o ano com R$ 400 bilhões, quatro vezes mais. Não sou eu que digo, isso é evidência”, disse.

“Quem se acostumou a ganhar eleição com boné do Maga (movimento americano do Make America Great Again), contra o comércio internacional e defendendo obra de infraestrutura, como é que o cara defende essa política e obra? Se acostumou a fazer arminha pra fazer segurança e entrega mais violência”, compara.

Renan destaca que a B3, bolsa de valores brasileira com sede em São Paulo, fez carta ao presidente Lula em que ressalta que o Brasil está em máxima de atração de investimento internacional. O ministro enumera o resultado dessa marca, reforça que o Brasil tem atraído recursos de fundo soberanos, a exemplo de Singapura e da Arábia Saudita, e que o país também está em em máxima histórica de exportação de produtos como soja e óleo.

A pasta afirma que irá fazer muitas entregas neste mês. Renan Filho deixará o ministério em abril, devido à desincompatibilização obrigatória prevista na legislação eleitoral. Todo político que ocupa cargo no Poder Executivo, com poucas exceções, precisa deixá-lo, se pretende disputar as eleições.

O ministro, que também é senador por Alagoas, vai concorrer novamente ao governo do estado. Ele já foi governador por duas vezes, entre 2015 e 2022.

Cerca de vinte ministros também deixarão a Esplanada. “Vai ter mudança de perfil, mas precisamos continuar fazendo entregas. E o combate (político), podemos fazer onde estivermos. Não estarei no ministério, mas estarei no Senado, e poderei fazer um contraponto. Ninguém está saindo do grupo do presidente Lula, está saindo da função. Mas a defesa, a argumentação vai continuar efetivamente”, avalia.

O SBT procurou o governador Tarcísio Freitas. Aliados responderam que Renan se preocupa mais em criticar Tarcísio desde o primeiro momento dele no ministério do que em entregar. Na avaliação deles, o governador nunca se preocupou com isso porque está focado em São Paulo e fez trabalho positivamente reconhecido no ministério.

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