"Master não tem nenhuma relação com o presidente Lula", afirma ministro dos Transportes
Ao Sala de Imprensa, do SBT News, ministro minimizou agenda de Lula com Vorcaro e disse que oposição não irá conseguir colar o escândalo do Master com governo



Basília Rodrigues
Ranier Bragon
Hariane Bittencourt
O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou ao SBT News que o caso Master não prejudica a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que a oposição mente ao tentar colar o escândalo no governo.
“Ele (Lula) recebeu Vorcaro no Planalto, como recebeu o setor produtivo inteiro. O presidente recebeu institucionalmente, no papel de presidente da República. O que é fato é que as ligações do Master estão escancaradas aí. Eles querem jogar para cá, mas as chances são zero”, disse em entrevista ao programa Sala de Imprensa. “A grande dificuldade da oposição em relação ao presidente Lula é essa, com base em negacionismo tenta convencer as pessoas enganando”, afirmou.
Para o ministro, o caso Master será um debate a favor do governo, com base nas ações da Polícia Federal e do Banco Central que serviram para conter a atuação do banqueiro Daniel Vorcaro, que atualmente está preso no Complexo Penitenciário da Papuda.
“O enganador até almoça na sua casa. Mas não janta porque no meio da tarde você descobre e toca ele pra fora”, afirmou Renan em referência a agenda de reuniões de Vorcaro no Palácio do Planalto.
“O governo tem oportunidade de usar isso como uma crítica ao que estava acontecendo no Brasil anterior”, disse em referência à gestão do Banco Central, no período de expansão do Master, no governo Bolsonaro.
No Congresso, o pai do ministro, Renan Calheiros, preside a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde Vorcaro deve prestar depoimento nessa quarta-feira (10). Perguntado se o objetivo é investigar o centrão, o ministro minimizou. “Acho que a CAE pode virar o terror do criminoso e do bandido, mas do membro do centrão, desde que ele não seja bandido, não”, observou.
Para Renan Filho, a CAE é a comissão mais importante da casa depois da CCJ (Constituição e Justiça) e tem atribuição de ouvir o presidente do Banco Central e qualquer pessoa sobre o sistema financeiro.









