Normas e resoluções aumentaram custos para empresas em R$ 147 bilhões, diz FIEMG
Estudo calculou impacto de atos normativos de 2023 a 2025; economista-chefe alerta para falta de avaliação do impacto de normas no país
SBT News
Indústria | Divulgação/Fernando Frazão/Agência Brasil
Um estudo conduzido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) estimou que atos normativos aprovados de 2023 a 2025 aumentaram em R$ 147 bilhões o custo anual para empresas brasileiras, somando gastos com produção, contratação e investimentos.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Conforme o levantamento, os 45 atos normativos (como decretos, portarias e resoluções) analisados trouxeram um impacto negativo de R$ 290,7 bilhões ante um acréscimo de R$ 143,7 bilhões às empresas, totalizando R$ 147 bilhões em novas obrigações.
Esse ônus, conforme a Fiemg, é sinal de que o país segue ampliando o Custo Brasil – a carga adicional de despesas que a indústria brasileira precisa pagar – na comparação com países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A estimativa é que, hoje, o Custo Brasil equivalha a 19,5% do PIB, ou R$ 1,7 trilhão.
Embora áreas como meio ambiente, energia e tributos tenham forte influência no aumento de custos, são as normas ligadas ao mercado de trabalho que mais incidiram na alta dos gastos: foram R$ 115,6 bilhões ao ano com ampliação de benefícios e custos de contratação.
O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40h semanais avançaram nesta semana na Câmara, apesar da queda de braço entre o governo Lula e o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre se o tema será aprovado via projeto de lei (como quer o governo) ou via Proposta de Emenda à Constituição (como defende Motta).
Há pouca dúvida de que a alteração será aprovada de uma forma ou de outra, mas a Câmara quer uma regra de transição para diluir a mudança ao longo dos próximos anos, enquanto o Planalto quer as mudanças logo, de olho nas eleições de outubro.
Em fevereiro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse que a mudança trabalhista poderia elevar em até R$ 267 bilhões os custos com empregados formais na economia.
“O Brasil precisa avançar na simplificação de normas e na segurança jurídica. Leis criadas sem uma avaliação clara e um entendimento amplo sobre os impactos para quem produz, investe e gera empregos dificultam o avanço da indústria e da economia. No fim, isso compromete o desenvolvimento econômico, tornando o ambiente de negócios menos competitivo”, avaliou o economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio.
A Fiemg usou como base os 12 eixos do Custo Brasil para elaborar o Indicador de Impacto Negativo no Custo Brasil (IIN-CB).
Normas e resoluções aumentaram custos para empresas em R$ 147 bilhões, diz FIEMGEstudo calculou impacto de atos normativos de 2023 a 2025; economista-chefe alerta para falta de avaliação do impacto de normas no paísEconomia2026-04-23T20:56:17.616ZUm estudo conduzido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) estimou que atos normativos aprovados de 2023 a 2025 aumentaram em R$ 147 bilhões o custo anual para empresas brasileiras, somando gastos com produção, contratação e investimentos. Conforme o levantamento, os 45 atos normativos (como decretos, portarias e resoluções) analisados trouxeram um impacto negativo de R$ 290,7 bilhões ante um acréscimo de R$ 143,7 bilhões às empresas, totalizando R$ 147 bilhões em novas obrigações. Esse ônus, conforme a Fiemg, é sinal de que o país segue ampliando o Custo Brasil – a carga adicional de despesas que a indústria brasileira precisa pagar – na comparação com países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A estimativa é que, hoje, o Custo Brasil equivalha a 19,5% do PIB, ou R$ 1,7 trilhão. Embora áreas como meio ambiente, energia e tributos tenham forte influência no aumento de custos, são as normas ligadas ao mercado de trabalho que mais incidiram na alta dos gastos: foram R$ 115,6 bilhões ao ano com ampliação de benefícios e custos de contratação. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40h semanais avançaram nesta semana na Câmara, apesar da queda de braço entre o governo Lula e o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre se o tema será aprovado via projeto de lei (como quer o governo) ou via Proposta de Emenda à Constituição (como defende Motta). Há pouca dúvida de que a alteração será aprovada de uma forma ou de outra, mas a Câmara quer uma regra de transição para diluir a mudança ao longo dos próximos anos, enquanto o Planalto quer as mudanças logo, de olho nas eleições de outubro. Em fevereiro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse que a mudança trabalhista poderia elevar em até R$ 267 bilhões os custos com empregados formais na economia. “O Brasil precisa avançar na simplificação de normas e na segurança jurídica. Leis criadas sem uma avaliação clara e um entendimento amplo sobre os impactos para quem produz, investe e gera empregos dificultam o avanço da indústria e da economia. No fim, isso compromete o desenvolvimento econômico, tornando o ambiente de negócios menos competitivo”, avaliou o economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio. A Fiemg usou como base os 12 eixos do Custo Brasil para elaborar o Indicador de Impacto Negativo no Custo Brasil (IIN-CB). São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/normas-e-resolucoes-aumentaram-custos-para-empresas-em-r-147-bilhoes-diz-fiemg
Helicóptero que transportava Trump e jato comercial ficaram momentaneamente abaixo da distância padrão de segurança perto de Washington; não houve colisão