Ataque russo atinge catedral histórica na Ucrânia
Bombardeio destruiu telhado do mosteiro do século XI considerado Patrimônio Mundial pela Unesco


Ataque russo atinge mosteiro histórico na Ucrânia | Divulgação/governo ucraniano
A Rússia lançou um novo ataque em grande escala contra a Ucrânia na madrugada desta segunda-feira (15), matando ao menos nove pessoas. Um dos bombardeios atingiu a Catedral da Dormição, considerada patrimônio histórico pela Unesco, localizada em Kiev.
Segundo as autoridades, o ataque destruiu parte do telhado da Catedral, datada do século XI, uma das mais antigas e importantes do país. Bombeiros foram mobilizados para o local, que ficou em chamas. Pelas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, condenou o ataque.
“Um dos maiores locais sagrados do cristianismo, [o presidente russo Vladimir] Putin colocou para sempre seu nome na lista dos piores bárbaros da história. Iniciaremos urgentemente todos os procedimentos relevantes dentro da Unesco e de todos os outros mecanismos internacionais, exigindo respostas imediatas e adequadas a essa barbárie estatal”, escreveu.
A ofensiva russa ainda atingiu outros alvos na capital ucraniana. Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar da Cidade de Kiev, disse que dois prédios residenciais, um de 25 andares e outro de nove andares, foram bombardeados por mísseis e drones, assim como um mercado, deixando quatro mortos e 25 feridos.
Também houve ataques em Kharkiv, segunda maior cidade do país, onde cinco socorristas foram mortos por um segundo bombardeio russo enquanto tentavam apagar um incêndio gerado por um ataque inicial. Outros cinco funcionários ficaram feridos.
Em resposta, a Ucrânia lançou um ataque com drones contra a cidade russa de Tula, no sul de Moscou. O bombardeio deixou três mortos e três feridos, incluindo uma criança de um ano, conforme as autoridades. Um segundo ataque atingiu duas pontes que ligam a região ucraniana de Kherson, atualmente controlada pela Rússia, à península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014.
A troca de hostilidades ocorreu horas após o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, conversar por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – que atua como mediador para um acordo de paz entre os países. Segundo ele, a guerra será pautada na reunião do G7 – grupo composto pelos sete países mais industrializados do mundo –, que acontece nesta semana, na França.
“A semana será importante, estamos contando com os resultados. Nos próximos dias haverá formatos do Grupo dos Sete na Europa, claro, a Ucrânia e nossa proteção, nossas oportunidades de alcançar a paz estarão entre os principais temas. Já há uma agenda ativa para toda a próxima semana. Também com nossos parceiros europeus e todos os participantes do Grupo dos Sete”, disse.















