MP denuncia ex-professor da USP por estupro e outros crimes
Alysson Leandro Barbate Mascaro é acusado de ter agredido sexualmente dez pessoas, todos homens, entre 2006 e 2024

Alysson Leandro Barbate Mascaro, ex-professor do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da USP | Foto: Reprodução/Instagram/@ alyssonmascaro - 11.05.2026
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou um ex-professor da Universidade de São Paulo (USP) pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável, assédio sexual e importunação sexual contra ex-alunos e integrantes de um grupo de estudos ligado à Faculdade de Direito da USP. A denúncia foi enviada à Justiça na última quarta-feira (3).
Alysson Leandro Barbate Mascaro, que lecionava no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da USP, é acusado de ter agredido sexualmente dez pessoas, todos homens, entre 2006 e 2024. O caso veio à tona em dezembro de 2024, após uma reportagem do "Intercept Brasil".
Naquele mesmo mês, a USP abriu uma sindicância interna para apurar as denúncias e afastou Mascaro por 60 dias, sob o argumento de que a medida era necessária para evitar interferências na investigação, uma vez que havia indícios de que os atos denunciados estavam relacionados à posição de autoridade exercida pelo professor. A demissão foi formalizada pela instituição em 11 de fevereiro deste ano.
As denúncias reveladas pelo "Intercept Brasil" apontam que as violências cometidas por Mascaro teriam ido desde beijos forçados até estupro. Segundo relatado, as vítimas eram abordadas pelo professor, que exibia suas ligações influentes na área jurídica, com promessas de indicações profissionais.
À época, a defesa de Mascaro negou as acusações, afirmando que as imputações eram "fundadas em supostos relatos obtidos por meios manifestamente ilícitos". Disse, ainda, que, desde agosto de 2023, diversos perfis fakes vinham sendo criados para propagar inverdades e criar intrigas entre o professor e pessoas do ambiente acadêmico.
Em nota, o MP-SP confirmou o oferecimento da queixa contra Mascaro, mas, em respeito ao artigo 234-B do Código Penal brasileiro, não deu mais detalhes do processo, que ocorre obrigatoriamente em segredo de justiça por se tratar de crime que atenta contra a dignidade sexual das vítimas.
A Agência SBT entrou em contato com a defesa do professor e aguarda retorno.















