Política

Futuro de Bolsonaro está nas mãos do STF; veja análise

Ex-presidente e mais 11 foram indiciados pela PF por suposta venda ilegal de joias sauditas negociadas nos Estados Unidos

F
A
M
Felipe Moraes, Afonso Benites, Murilo Fagundes
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Fernando Frazão/Agência Brasil

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O indiciamento de Jair Bolsonaro (PL) e aliados no caso da suposta venda ilegal de joias recebidas da Arábia Saudita e, posteriormente, negociadas nos Estados Unidos foi assunto no programa Brasil Agora desta sexta-feira (5). O editor-executivo do SBT News em Brasília, Afonso Benites, fez análise do caso e explicou que, no momento, o inquérito não deve impactar a base de apoio do político. De qualquer maneira, o futuro do ex-presidente, agora, está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Independentemente do que PF ou PGR apresentarem, ele ainda terá número grande de seguidores, que acreditarão na versão que o ex-presidente ou seu núcleo duro apresentarem", apontou o jornalista em conversa com o apresentador Murilo Fagundes.

Para Benites, Bolsonaro "não será preso tão cedo, caso seja comprovado que ele cometeu esses crimes pelos quais foi indiciado". "A gente leva em consideração aqui que ele só seria preso se houvesse condenação em última instância", informou.

Vale lembrar que esse já é o segundo indiciamento de Bolsonaro e aliados. Em março, a PF indiciou o ex-presidente e outras pessoas por suposta fraude em cartões de vacina contra covid-19, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) devolveu o inquérito pedindo mais diligências na investigação.

Mesmo assim, o impacto político desses inquéritos na imagem de Bolsonaro junto a apoiadores e aliados é "basicamento zero", na opinião de Fagundes.

"Bolsonaristas vão falar em perseguição política. Mas esses inquéritos podem ter peso no futuro. PGR decide se entrega esses nomes ao STF ou se arquiva. E STF decide, então, se torna esses nomes indicados pela PF réus no futuro. Temos vários capítulos pela frente", detalhou.

Para Benites, o novo indiciamento "não afetaria nem meio voto caso Bolsonaro pudesse disputar eleição". "Está inelegível [nos pleitos de 2024, 2026 e 2028, podendo voltar em 2030], mas tem força política para fazer indicações e colocar nomes nas disputas que virão", comentou.

Golpe de Estado

Benites, porém, ponderou que o inquérito, ainda em andamento, que investiga suposta tentativa de golpe de Estado após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 pode provocar consequências mais sérias para Bolsonaro e entorno.

"Caso [golpe] se concretizasse, interferiria na vida de muita gente. É dos mais graves casos, sem diminuir os outros. Se essas provas concluírem que ele realmente praticou, tentou golpe de Estado, vai ser difícil se livrar de qualquer tipo de punição", analisou.

Assista ao Brasil Agora desta sexta (5)

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Dinheiro esquecido: veja como consultar valores no BC

Dinheiro esquecido: veja como consultar valores no BC

Imagem da notícia: O terror das mulheres afegãs sob o governo Talibã

O terror das mulheres afegãs sob o governo Talibã

Imagem da notícia: Caiado oficializa candidatura à Presidência neste domingo

Caiado oficializa candidatura à Presidência neste domingo

Imagem da notícia: Escassez de míssil explica EUA adiar ataque ao Irã, diz NYT

Escassez de míssil explica EUA adiar ataque ao Irã, diz NYT

Imagem da notícia: Dinheiro esquecido: veja como consultar valores no BC

Dinheiro esquecido: veja como consultar valores no BC

Imagem da notícia: O terror das mulheres afegãs sob o governo Talibã

O terror das mulheres afegãs sob o governo Talibã

Imagem da notícia: Caiado oficializa candidatura à Presidência neste domingo

Caiado oficializa candidatura à Presidência neste domingo

Imagem da notícia: Escassez de míssil explica EUA adiar ataque ao Irã, diz NYT

Escassez de míssil explica EUA adiar ataque ao Irã, diz NYT

Últimas notícias

Zelensky diz que Rússia teve 225 mil baixas em 7 meses

Presidente da Ucrânia afirma que Moscou prepara nova mobilização, amplia cooperação com a Coreia do Norte e pede mais pressão internacional pela paz

Katy Perry critica uso de 'Firework' em ataques ao Irã

Cantora afirma que não autorizou o uso da música em vídeo publicado pela Casa Branca e diz que a canção representa esperança, não guerra

Garotinho é lançado ao governo do RJ pelo Republicanos

Convenção oficializa candidatura com Venâncio Moura de vice; Crivella e Waguinho disputarão o Senado pelo partido

Parada LGBTQIA+ de Berlim é cancelada após atropelamento

Carro atinge multidão em parque de Berlim, deixa um morto e 15 feridos e leva ao cancelamento de evento que reunia milhares na capital alemã

TSE foi procurado por EUA, mas diz não saber tema da visita

Corte afirmou que visita de funcionários norte-americanos não foi agendada por causa do recesso

Trump exige pacto com Israel para acordo nuclear saudita

Presidente dos EUA condiciona apoio a acordo nuclear civil com a Arábia Saudita à adesão do país aos Acordos de Abraão