Cão Orelha: Ministério Público pede exumação e aprofundamento das investigações
Promotorias apontam necessidade de aprofundar investigações sobre violência atribuída a adolescentes; inquérito segue sob sigilo


Vicklin Moraes
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou nesta segunda-feira (9) a exumação do corpo do cão comunitário Orelha para a realização de perícia direta e pediu novas diligências no inquérito que apura a morte do animal na Praia Brava, em Florianópolis. O caso, ocorrido em janeiro, ainda está em fase investigatória e não resultou, até o momento, no ajuizamento de ação penal.
A 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, apontaram a necessidade de complementação das investigações para o regular prosseguimento dos procedimentos.
A 2ª Promotoria destacou a importância de esclarecer se houve ou não coação no curso do processo relacionado à morte do cão Orelha. Para isso, foram solicitados novos depoimentos. Na manifestação, o Ministério Público ressaltou que o caso permanece em fase investigatória.
A Justiça fixou prazo de 20 dias, a contar do recebimento dos autos, para o cumprimento das diligências requisitadas. Após a coleta das informações, o material será analisado pelas Promotorias de Justiça, que adotarão as providências cabíveis.
Segundo a investigação inicial, o cão teria sido vítima de violência praticada por quatro adolescentes. Dois deles estavam em Santa Catarina e outros dois nos Estados Unidos, em uma viagem previamente programada, sendo apreendidos no dia 29 de janeiro.
A polícia cumpriu mandados de busca nas residências dos adolescentes envolvidos. Em um dos endereços, foi encontrada uma porção de droga. Também foram apreendidos celulares e outros aparelhos eletrônicos. As investigações tramitam sob sigilo.
O cão Orelha viveu por cerca de dez anos nos arredores da Praia Brava e era cuidado de forma comunitária por moradores da região. No início de janeiro, após dois dias desaparecido, o animal foi encontrado em estado grave. Apesar do resgate e do atendimento veterinário, foi submetido à eutanásia em razão da gravidade das lesões e do intenso sofrimento.









