Política

França reconhece que eleição em SP será decidida em 1º turno

Em entrevista ao SBT News, candidato a vice-governador de São Paulo da chapa de Haddad critica Tarcísio e diz que petista pode vencer no primeiro turno

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O candidato a vice-governador de SP na chapa de Haddad, Márcio França | Foto: Reprodução/SBT News

O candidato a vice-governador de SP na chapa de Haddad, Márcio França | Foto: Reprodução/SBT News

O candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Fernando Haddad (PT), Márcio França (PSB), reconheceu que a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes pode ser decidida já no primeiro turno das eleições. Em entrevista ao SBT News, nesta quarta-feira (5), ele disse que a polarização entre o petista e o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) dificulta o crescimento dos demais candidatos.

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Embora as pesquisas de intenção de voto coloquem Tarcísio à frente de Haddad, França disse acreditar na vitória do petista já na primeira etapa da disputa. Ainda assim, reconheceu que um segundo turno não está descartado caso o resultado seja muito apertado. "Pode ser que aconteça 49% com 49% e alguém fique com esses 2% e vá para o segundo turno", afirmou.

Para o candidato do PSB, um dos principais indicadores da campanha é o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo. França destacou que, pela primeira vez, Lula aparece empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL) no estado em cenários para a eleição presidencial. Na avaliação dele, o resultado representa uma mudança no comportamento do eleitorado paulista, historicamente resistente ao PT.

"O dado essencial da campanha é que, pela primeira vez, o presidente Lula está empatando com Flávio aqui em São Paulo. Isso é importante porque São Paulo tinha um sentimento antipetista. Não posso deixar de acreditar que isso aconteceu porque as pessoas começaram a descobrir o Tarcísio", declarou.

Durante a entrevista, Márcio França também fez críticas ao governador Tarcísio de Freitas. Segundo ele, o chefe do Executivo paulista "não mora em São Paulo, mora em Brasília", não apresentou uma obra de grande destaque durante o mandato e permaneceu "meio escondido" ao longo da gestão, concentrando-se na privatização da Sabesp e em agendas voltadas ao mercado financeiro.

França afirmou ainda que Tarcísio "não mostrou índice positivo em São Paulo" e classificou como "uma ofensa" o fato de o governador não ter comprado uma residência no estado.

O candidato também afirmou acreditar que Tarcísio prefere uma vitória de Lula na disputa presidencial a uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro. Segundo França, o governador teria interesse em disputar a Presidência da República futuramente e, por isso, não gostaria de enfrentar um eventual presidente em busca da reeleição, no caso de Flávio ganhar as eleições de 2026. A declaração foi feita sem que o candidato apresentasse evidências para sustentar a afirmação.

Ao comentar o cenário internacional, França criticou a postura de Tarcísio em relação ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para ele, o governador não deveria apoiar o presidente norte-americano Donald Trump em um momento de tensão comercial.

"Num momento como esse, de tarifaço, ele não pode se pronunciar a favor. É inadmissível ele defender o Trump. Ele não pode se expor e ser a favor da taxação", afirmou. França disse ainda que as medidas já provocaram perdas de US$ 1,3 bilhão nas exportações brasileiras.

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