Haddad é oficializado candidato ao governo de São Paulo
Convenção realizada em Campinas reuniu Lula, Alckmin, Marina e Tebet e foi marcada por críticas ao governo Tarcísio de Freitas
Larissa Alves
Geraldo Alckmin, Simone Tebet, Fernando Haddad, Lula e Marina Silva durante convenção estadual do PT para as eleições de 2026 | Diogo Zacarias
A federação formada por PT, PCdoB e PV oficializou neste sábado (25), em convenção realizada na Arena Concórdia, em Campinas, a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. O evento, que começou às 11h, também confirmou o ex-governador Márcio França (PSB) como candidato a vice na chapa e reuniu o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
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No primeiro discurso como candidato oficial, Haddad afirmou que pretende repetir em São Paulo os resultados que atribui ao governo federal e disse que chegou o momento de mudar a administração estadual.
“Chegou a hora de fazer esse mesmo trabalho aqui no estado de São Paulo. Nós temos que derrotar o atual governo de São Paulo”, afirmou.
Ao longo da fala, o petista concentrou as críticas na gestão do atual governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Neste sentido, disse que São Paulo cresce abaixo da média nacional, criticou indicadores da educação e da segurança pública e voltou a atacar as privatizações promovidas pelo governo estadual.
Na área econômica, afirmou que “não é possível manter esse estado altivo” crescendo menos que a média do país. Na educação, disse que São Paulo perdeu posições nos indicadores nacionais e que o magistério paulista “nunca foi tão desrespeitado como nesse governo”.
Ao abordar a segurança pública, Haddad afirmou que “20% de todos os celulares roubados no país são roubados na cidade de São Paulo” e acusou o governo estadual de cobrar providências da União sem enfrentar os próprios problemas. Em seguida, o petista também criticou a privatização da Sabesp.
“A água está faltando na torneira, quando chega, chega suja, e a conta da água está subindo todo ano, ao contrário do que foi prometido”, disse.
O candidato ainda citou o aumento da população em situação de rua, problemas relacionados à segurança hídrica e o crescimento dos casos de feminicídio. Ao pedir mobilização dos apoiadores, reconheceu que a disputa em São Paulo é historicamente difícil para o campo progressista.
“Todo mundo fala que é muito difícil o campo progressista ganhar em São Paulo. Se fosse fácil, eu não sei se eu seria candidato. Eu estou aqui porque conto com vocês para ganhar essa eleição em outubro", declarou.
A escolha de Campinas para sediar a convenção também teve peso simbólico. A campanha busca ampliar o espaço do PT no interior paulista, região onde o partido tradicionalmente enfrenta maior resistência.
Em 2022, Haddad venceu apenas na capital e em parte da Região Metropolitana de São Paulo, mas foi derrotado por Tarcísio na maior parte do interior e do litoral. Em Campinas, por exemplo, o atual governador terminou o segundo turno com 55,95% dos votos válidos, contra 44,73% do petista.
Ao falar sobre essa estratégia, Márcio França (PSB) afirmou que a convenção no interior demonstra que a chapa pretende disputar votos fora da capital. “Nós estamos aqui em Campinas para mostrar que isso não é verdade”, disse, ao rebater a ideia de que o PT não consegue crescer na região.
França, por sua vez, avaliou que a diferença eleitoral é reversível.
“A diferença que nós temos hoje, numérica, entre Tarcísio e Haddad é de dois milhões de votos. Se levarmos a eleição em São Paulo para o segundo turno, significa que a gente vai ganhar a eleição", declarou.
Na sequência, voltou as críticas ao governador.
“Quem souber onde o atual governador de São Paulo mora, eu pago uma pizza. Hoje ele mora no Palácio dos Bandeirantes, mas ele não tem casa em São Paulo. Isso é uma ingratidão", disse o candidato a vice.
Principal liderança do evento, o presidente Lula (PT) afirmou que a campanha deste ano deverá ser marcada pelo uso de inteligência artificial para disseminação de desinformação.
“Os nossos adversários vão trabalhar muito nas redes com inteligência artificial para inventar coisas que eles não são, dizer que fizeram coisas que não fizeram e fazer promessas que jamais vão cumprir", afirmou.
Lula também classificou Haddad como o nome mais preparado para governar São Paulo.
“São Paulo tem uma chance histórica de colocar o melhor ministro da Educação e da Economia que o Brasil já teve para governar o estado", declarou o presidente.
Haddad é oficializado candidato ao governo de São PauloConvenção realizada em Campinas reuniu Lula, Alckmin, Marina e Tebet e foi marcada por críticas ao governo Tarcísio de FreitasPolítica2026-07-25T18:33:20.724ZA federação formada por PT, PCdoB e PV oficializou neste sábado (25), em convenção realizada na Arena Concórdia, em Campinas, a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. O evento, que começou às 11h, também confirmou o ex-governador Márcio França (PSB) como candidato a vice na chapa e reuniu o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). No primeiro discurso como candidato oficial, Haddad afirmou que pretende repetir em São Paulo os resultados que atribui ao governo federal e disse que chegou o momento de mudar a administração estadual. “Chegou a hora de fazer esse mesmo trabalho aqui no estado de São Paulo. Nós temos que derrotar o atual governo de São Paulo”, afirmou. Ao longo da fala, o petista concentrou as críticas na gestão do atual governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Neste sentido, disse que São Paulo cresce abaixo da média nacional, criticou indicadores da educação e da segurança pública e voltou a atacar as privatizações promovidas pelo governo estadual. Na área econômica, afirmou que “não é possível manter esse estado altivo” crescendo menos que a média do país. Na educação, disse que São Paulo perdeu posições nos indicadores nacionais e que o magistério paulista “nunca foi tão desrespeitado como nesse governo”. Ao abordar a segurança pública, Haddad afirmou que “20% de todos os celulares roubados no país são roubados na cidade de São Paulo” e acusou o governo estadual de cobrar providências da União sem enfrentar os próprios problemas. Em seguida, o petista também criticou a privatização da Sabesp. “A água está faltando na torneira, quando chega, chega suja, e a conta da água está subindo todo ano, ao contrário do que foi prometido”, disse. O candidato ainda citou o aumento da população em situação de rua, problemas relacionados à segurança hídrica e o crescimento dos casos de feminicídio. Ao pedir mobilização dos apoiadores, reconheceu que a disputa em São Paulo é historicamente difícil para o campo progressista. “Todo mundo fala que é muito difícil o campo progressista ganhar em São Paulo. Se fosse fácil, eu não sei se eu seria candidato. Eu estou aqui porque conto com vocês para ganhar essa eleição em outubro", declarou. A escolha de Campinas para sediar a convenção também teve peso simbólico. A campanha busca ampliar o espaço do PT no interior paulista, região onde o partido tradicionalmente enfrenta maior resistência. Em 2022, Haddad venceu apenas na capital e em parte da Região Metropolitana de São Paulo, mas foi derrotado por Tarcísio na maior parte do interior e do litoral. Em Campinas, por exemplo, o atual governador terminou o segundo turno com 55,95% dos votos válidos, contra 44,73% do petista. Ao falar sobre essa estratégia, Márcio França (PSB) afirmou que a convenção no interior demonstra que a chapa pretende disputar votos fora da capital. “Nós estamos aqui em Campinas para mostrar que isso não é verdade”, disse, ao rebater a ideia de que o PT não consegue crescer na região. França, por sua vez, avaliou que a diferença eleitoral é reversível. “A diferença que nós temos hoje, numérica, entre Tarcísio e Haddad é de dois milhões de votos. Se levarmos a eleição em São Paulo para o segundo turno, significa que a gente vai ganhar a eleição", declarou. Na sequência, voltou as críticas ao governador. “Quem souber onde o atual governador de São Paulo mora, eu pago uma pizza. Hoje ele mora no Palácio dos Bandeirantes, mas ele não tem casa em São Paulo. Isso é uma ingratidão", disse o candidato a vice. Principal liderança do evento, o presidente Lula (PT) afirmou que a campanha deste ano deverá ser marcada pelo uso de inteligência artificial para disseminação de desinformação. “Os nossos adversários vão trabalhar muito nas redes com inteligência artificial para inventar coisas que eles não são, dizer que fizeram coisas que não fizeram e fazer promessas que jamais vão cumprir", afirmou. Lula também classificou Haddad como o nome mais preparado para governar São Paulo. “São Paulo tem uma chance histórica de colocar o melhor ministro da Educação e da Economia que o Brasil já teve para governar o estado", declarou o presidente. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/haddad-e-oficializado-candidato-ao-governo-de-sao-paulo