Fachin recebe ministros antes de sessão decisiva no STF
Magistrados e PGR se reuniram com presidente da Corte nesta quinta antes de julgamento que pode definir se Moraes será investigado
Hariane Bittencourt
Presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, na sessão de encerramento do primeiro semestre de 2026 | Divulgação/Rosinei Coutinho/STF
Depois de cancelar a sessão plenária pelo segundo dia seguido, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a quinta-feira (10) reunido com ministros da Corte e com o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.
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Estiveram no gabinete de Fachin os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, protagonistas da crise no tribunal, além de Dias Toffoli, também citado nas apurações do Caso Master. Toffoli deve se declarar impedido de votar na sessão da próxima terça-feira (15), tanto a favor quanto contra uma eventual investigação sobre Moraes.
Também se reuniram com Fachin os ministros Nunes Marques e Luiz Fux, considerados mais alinhados a Mendonça. Gonet esteve com o presidente do STF durante a tarde, em uma reunião separada.
As articulações ocorrem às vésperas da sessão marcada para terça que vem, às 10h, para analisar o caso das mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) que revelou as conversas foi retirado por Mendonça em 1º de setembro.
Antes de decidir se Moraes será ou não investigado, os ministros terão de analisar a validade das provas. A PGR se manifestou pela nulidade do relatório da PF, apontando uma série de irregularidades no documento.
A sessão é considerada decisiva para os rumos do STF após uma crise sem precedentes na Corte. Até o momento, a previsão é de que os trabalhos sejam abertos e transmitidos ao vivo pela TV Justiça.
Em reservado, fontes do STF consideram improvável que Fachin determine o fechamento da sessão ou impeça a presença da imprensa, mesmo sob eventual pressão dos colegas de tribunal. Se isso ocorrer, seria um episódio excepcional na história recente da Corte.
Em fevereiro, quando o Supremo decidiu retirar de Toffoli a relatoria do inquérito do Caso Master, a decisão foi tomada em uma reunião a portas fechadas. Na ocasião, porém, não houve uma sessão plenária, como está previsto para a próxima terça-feira.
Toffoli deixou a relatoria do Caso Master, que passou para Mendonça, após a revelação de relações societárias e contatos com Vorcaro.
Fachin recebe ministros antes de sessão decisiva no STFMagistrados e PGR se reuniram com presidente da Corte nesta quinta antes de julgamento que pode definir se Moraes será investigadoPolítica2026-09-10T23:29:57.321ZDepois de cancelar a sessão plenária pelo segundo dia seguido, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a quinta-feira (10) reunido com ministros da Corte e com o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Estiveram no gabinete de Fachin os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, protagonistas da crise no tribunal, além de Dias Toffoli, também citado nas apurações do Caso Master. Toffoli deve se declarar impedido de votar na sessão da próxima terça-feira (15), tanto a favor quanto contra uma eventual investigação sobre Moraes. Também se reuniram com Fachin os ministros Nunes Marques e Luiz Fux, considerados mais alinhados a Mendonça. Gonet esteve com o presidente do STF durante a tarde, em uma reunião separada. As articulações ocorrem às vésperas da sessão marcada para terça que vem, às 10h, para analisar o caso das mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) que revelou as conversas foi retirado por Mendonça em 1º de setembro. Antes de decidir se Moraes será ou não investigado, os ministros terão de analisar a validade das provas. A PGR se manifestou pela nulidade do relatório da PF, apontando uma série de irregularidades no documento. A sessão é considerada decisiva para os rumos do STF após uma crise sem precedentes na Corte. Até o momento, a previsão é de que os trabalhos sejam abertos e transmitidos ao vivo pela TV Justiça. Em reservado, fontes do STF consideram improvável que Fachin determine o fechamento da sessão ou impeça a presença da imprensa, mesmo sob eventual pressão dos colegas de tribunal. Se isso ocorrer, seria um episódio excepcional na história recente da Corte. Em fevereiro, quando o Supremo decidiu retirar de Toffoli a relatoria do inquérito do Caso Master, a decisão foi tomada em uma reunião a portas fechadas. Na ocasião, porém, não houve uma sessão plenária, como está previsto para a próxima terça-feira. Toffoli deixou a relatoria do Caso Master, que passou para Mendonça, após a revelação de relações societárias e contatos com Vorcaro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/fachin-recebe-ministros-antes-de-sessao-decisiva-no-stf