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Caso Larissa Morata: irmã de PM entrega celular à polícia

Thamires Mathias foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (10); mensagens de WhatsApp trocadas entre ela e Larissa serão analisadas

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Antonio Souza, Marcos Rosendo, Agência SBT
Larissa Morata foi encontrada morta no banheiro da casa em que vivia com o marido, o soldado Vinicius Costa Silva | Reprodução

Larissa Morata foi encontrada morta no banheiro da casa em que vivia com o marido, o soldado Vinicius Costa Silva | Reprodução

A investigação sobre a morte de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, ganhou um novo desdobramento nesta quinta-feira (10). Thamires Costa Mathias, cunhada da jovem, compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia de Embu das Artes, na Grande São Paulo, e entregou o celular aos investigadores.

Ela também forneceu a senha de acesso ao aparelho. O dispositivo será submetido a perícia, que deverá analisar as conversas trocadas entre Thamires e Larissa pelo WhatsApp nos dias que antecederam a morte.

Larissa foi encontrada morta dentro de casa com um tiro na cabeça. O marido dela, o policial militar Vinícius Costa Silva, está preso preventivamente e é investigado pelo crime. Ele nega ter matado a esposa e sustenta a hipótese de suicídio.

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Defesa do PM apresentou mensagens

A defesa de Vinícius já havia entregado à Polícia Civil transcrições de áudios e mensagens trocadas entre Larissa e Thamires. O material é usado pelos advogados para sustentar que a jovem enfrentava sofrimento emocional, fazia uso de antidepressivos e relatava dificuldades no relacionamento.

Em uma das mensagens, Larissa teria dito que queria “jogar tudo para o alto”. Familiares da vítima, porém, contestam a versão de suicídio e apontam possíveis inconsistências na dinâmica da morte.

Cunhada afirma que está colaborando

Em nota, a defesa de Thamires afirmou que ela não estava no imóvel quando os policiais cumpriram o mandado de busca e apreensão relacionado ao celular.

Os advogados disseram que ela foi voluntariamente à delegacia, entregou o aparelho e forneceu a senha para permitir as diligências consideradas necessárias pela polícia.

A defesa também afirmou que Thamires não foi denunciada por fraude processual e permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Investigação ainda está em andamento

A Polícia Civil apura divergências entre os depoimentos de Thamires e Vinícius. Os investigadores deverão comparar os relatos com as mensagens armazenadas no celular e com os demais elementos reunidos no inquérito.

A análise das comunicações poderá ajudar a esclarecer o estado emocional de Larissa, a situação do relacionamento e a sequência dos acontecimentos antes do disparo.

Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a dinâmica da morte nem denúncia contra Thamires. Vinícius permanece preso preventivamente enquanto a polícia aguarda os resultados das perícias e avança na investigação.

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