Caso Larissa: áudios podem defender a tese de suicídio
Larissa Morata foi encontrada morta com um tiro na cabeça; familiares contestam a versão, e a polícia investiga o caso como morte suspeita
Marcos Rosendo
A defesa do policial militar Vinícius Costa Silva entregou à polícia transcrições de áudios e mensagens de WhatsApp atribuídos à esposa dele, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos. O material é usado pelos advogados para sustentar a hipótese de que a jovem enfrentava sofrimento emocional e poderia ter cometido suicídio.
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O policial militar permanece preso preventivamente no Presídio Romão Gomes. Ele nega ter matado a esposa e afirma que Larissa teria tirado a própria vida.
As transcrições foram encaminhadas à delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pela investigação. Segundo o advogado Roberto Montanari Custódio, as conversas foram trocadas entre Larissa e Thamires, irmã do policial.
De acordo com a defesa, as mensagens mostram que Larissa relatava cansaço, sofrimento emocional e dificuldades no relacionamento. O material também menciona o uso de sertralina, medicamento antidepressivo.
Em outros trechos, a jovem afirma que não queria terminar o relacionamento, mas desejava mudanças na postura do companheiro. Ela também pedia que a cunhada conversasse com Vinícius sobre a crise do casal.
A defesa afirma que a entrega do material teve caráter colaborativo e que os diálogos podem ajudar a esclarecer o estado emocional de Larissa antes da morte.
Família contesta hipótese de suicídio
Os familiares de Larissa não acreditam que ela tenha cometido suicídio. Segundo eles, a jovem vivia uma fase positiva, tinha planos pessoais e fazia projetos para o futuro.
A família também questiona as circunstâncias da morte e aguarda a conclusão dos exames periciais.
Perícia analisa trajetória do disparo
Um dos elementos analisados pela investigação é a trajetória da bala. Segundo informações divulgadas pela polícia, o projétil teria seguido da esquerda para a direita na cabeça de Larissa.
A informação é considerada relevante porque a jovem era destra. A perícia avalia se a trajetória é compatível com a hipótese de que ela própria tenha efetuado o disparo.
A arma utilizada pertencia ao policial e foi encontrada sob o corpo da vítima, de acordo com os investigadores.
A conclusão definitiva dependerá de outros exames, incluindo o teste toxicológico e o exame residuográfico, que pode identificar vestígios de disparo nas mãos ou em outras superfícies.
Policial continua preso
Vinícius Costa Silva foi preso preventivamente por suspeita de envolvimento na morte da esposa. A investigação ainda deve ouvir testemunhas, analisar os áudios e confrontar as versões apresentadas pela defesa com os laudos periciais.
Até a conclusão do inquérito, a polícia trabalha com diferentes elementos para determinar se Larissa morreu por suicídio ou se foi vítima de homicídio.
Caso Larissa: áudios podem defender a tese de suicídioLarissa Morata foi encontrada morta com um tiro na cabeça; familiares contestam a versão, e a polícia investiga o caso como morte suspeitaBrasil2026-09-09T01:50:39.646ZA defesa do policial militar Vinícius Costa Silva entregou à polícia transcrições de áudios e mensagens de WhatsApp atribuídos à esposa dele, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos. O material é usado pelos advogados para sustentar a hipótese de que a jovem enfrentava sofrimento emocional e poderia ter cometido suicídio. , na Grande São Paulo, com um tiro na cabeça. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia do município como morte suspeita. O policial militar permanece preso preventivamente no Presídio Romão Gomes. Ele nega ter matado a esposa e afirma que Larissa teria tirado a própria vida. + Defesa entregou mensagens à polícia As transcrições foram encaminhadas à delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pela investigação. Segundo o advogado Roberto Montanari Custódio, as conversas foram trocadas entre Larissa e Thamires, irmã do policial. De acordo com a defesa, as mensagens mostram que Larissa relatava cansaço, sofrimento emocional e dificuldades no relacionamento. O material também menciona o uso de sertralina, medicamento antidepressivo. Em outros trechos, a jovem afirma que não queria terminar o relacionamento, mas desejava mudanças na postura do companheiro. Ela também pedia que a cunhada conversasse com Vinícius sobre a crise do casal. A defesa afirma que a entrega do material teve caráter colaborativo e que os diálogos podem ajudar a esclarecer o estado emocional de Larissa antes da morte. Família contesta hipótese de suicídio Os familiares de Larissa não acreditam que ela tenha cometido suicídio. Segundo eles, a jovem vivia uma fase positiva, tinha planos pessoais e fazia projetos para o futuro. A família também questiona as circunstâncias da morte e aguarda a conclusão dos exames periciais. Perícia analisa trajetória do disparo Um dos elementos analisados pela investigação é a trajetória da bala. Segundo informações divulgadas pela polícia, o projétil teria seguido da esquerda para a direita na cabeça de Larissa. A informação é considerada relevante porque a jovem era destra. A perícia avalia se a trajetória é compatível com a hipótese de que ela própria tenha efetuado o disparo. A arma utilizada pertencia ao policial e foi encontrada sob o corpo da vítima, de acordo com os investigadores. A conclusão definitiva dependerá de outros exames, incluindo o teste toxicológico e o exame residuográfico, que pode identificar vestígios de disparo nas mãos ou em outras superfícies. Policial continua preso Vinícius Costa Silva foi preso preventivamente por suspeita de envolvimento na morte da esposa. A investigação ainda deve ouvir testemunhas, analisar os áudios e confrontar as versões apresentadas pela defesa com os laudos periciais. Até a conclusão do inquérito, a polícia trabalha com diferentes elementos para determinar se Larissa morreu por suicídio ou se foi vítima de homicídio. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/caso-larissa-audios-podem-defender-a-tese-de-suicidio
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