Fachin: ‘Almejamos o aperfeiçoamento da Justiça brasileira’
Presidente do STF e do CNJ afirmou que Judiciário está preparado para enfrentar desafios contemporâneos e defendeu diálogo entre tribunais
Jessica Cardoso
O ministro Edson Fachin durante evento no CNJ | Reprodução/Youtube @cnj
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (8) que o Judiciário brasileiro busca o aperfeiçoamento e a modernização da Justiça.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
“Todos e todas aqui estamos almejando o aperfeiçoamento da Justiça brasileira, ou seja, o desenvolvimento, a sua modernização, com respeito às trajetórias percorridas e com um diálogo muito importante que este primeiro encontro nesta dimensão abre e permite frutificar”, disse durante o encerramento do evento “Integração e Boas Práticas: Diálogos entre o CNJ e o Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil”.
Segundo Fachin, o encontro representa uma oportunidade para ampliar a troca de conhecimentos e experiências entre os tribunais. Ele afirmou ainda que o CNJ tem entre suas funções fomentar esse intercâmbio e criar condições para aproximar as diferentes cortes do país.
“Os dias de hoje reclamam esse diálogo permanente, reclamam que tenhamos uma resposta à altura dos desafios. E eu estou plenamente convencido de que o Poder Judiciário brasileiro está à altura dos desafios que se lhes apresentam no momento contemporâneo”, declarou.
Fachin acrescentou que a Justiça brasileira continuará cumprindo seus deveres constitucionais e afirmou que o Judiciário deve buscar não apenas preservar as boas práticas, mas também aprimorá-las.
“Em tempos de muitas mazelas, mas dizer com alegria, que é, de fato, auspicioso constatar a ler essa presença [de muitos corregedores no evento] como sinal de esperança que significa que o Poder Judiciário brasileiro está disposto a não apenas mostrar o que faz, e faz bem, mas também fazer mais e fazer melhor”, disse.
Ao final, o presidente do STF e do CNJ defendeu a união entre os diferentes tribunais e magistrados para fortalecer a atuação do Judiciário diante das demandas da sociedade.
Crise no STF
As declarações de Fachin ocorrem em meio a uma crise institucional no STF, que eclodiu na última terça-feira (1º), após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que revelou mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também aparece nas mensagens de Vorcaro, pediu a anulação do relatório. Segundo Gonet, Mendonça não poderia ter determinado diretamente à PF o aprofundamento da apuração sobre outro ministro sem autorização do plenário do STF ou iniciativa do Ministério Público.
Dois dias depois, na quinta-feira (3), Moraes reagiu e pediu a Fachin que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O pedido foi protocolado no inquérito das fake news, aberto em 2019.
Moraes acusou o colega de direcionar investigações por razões pessoais e políticas contra ele. Também afirmou que Mendonça teria ameaçado afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Gonet.
O pedido de Moraes foi baseado em um documento interno que a própria PF classifica como "sem valor probatório". O relatório não é assinado por nenhum delegado, como é praxe em documentos de inteligência.
Na sexta-feira (4), Fachin interveio no caso. O presidente do STF retirou o pedido de Moraes do inquérito das fake news e o incorporou ao processo que já trata do relatório da PF.
Fachin deu cinco dias úteis para a PGR se manifestar sobre a admissibilidade das acusações contra Mendonça. Depois disso, o ministro poderá apresentar sua defesa no mesmo prazo. Fachin também pediu informações a Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues.
Nesta terça-feira (8), a crise ganhou um novo capítulo. Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF. A decisão passou a ser analisada pela Segunda Turma do STF, em plenário virtual, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Ainda assim, já há maioria formada para manter o afastamento.
Fachin: ‘Almejamos o aperfeiçoamento da Justiça brasileira’Presidente do STF e do CNJ afirmou que Judiciário está preparado para enfrentar desafios contemporâneos e defendeu diálogo entre tribunaisPolítica2026-09-08T21:50:29.348ZO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro , afirmou nesta terça-feira (8) que o Judiciário brasileiro busca o aperfeiçoamento e a modernização da Justiça. “Todos e todas aqui estamos almejando o aperfeiçoamento da Justiça brasileira, ou seja, o desenvolvimento, a sua modernização, com respeito às trajetórias percorridas e com um diálogo muito importante que este primeiro encontro nesta dimensão abre e permite frutificar”, disse durante o encerramento do evento “Integração e Boas Práticas: Diálogos entre o CNJ e o Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil”. Segundo Fachin, o encontro representa uma oportunidade para ampliar a troca de conhecimentos e experiências entre os tribunais. Ele afirmou ainda que o CNJ tem entre suas funções fomentar esse intercâmbio e criar condições para aproximar as diferentes cortes do país. “Os dias de hoje reclamam esse diálogo permanente, reclamam que tenhamos uma resposta à altura dos desafios. E eu estou plenamente convencido de que o Poder Judiciário brasileiro está à altura dos desafios que se lhes apresentam no momento contemporâneo”, declarou. Fachin acrescentou que a Justiça brasileira continuará cumprindo seus deveres constitucionais e afirmou que o Judiciário deve buscar não apenas preservar as boas práticas, mas também aprimorá-las. “Em tempos de muitas mazelas, mas dizer com alegria, que é, de fato, auspicioso constatar a ler essa presença [de muitos corregedores no evento] como sinal de esperança que significa que o Poder Judiciário brasileiro está disposto a não apenas mostrar o que faz, e faz bem, mas também fazer mais e fazer melhor”, disse. Ao final, o presidente do STF e do CNJ defendeu a união entre os diferentes tribunais e magistrados para fortalecer a atuação do Judiciário diante das demandas da sociedade. Crise no STF As declarações de Fachin ocorrem em meio a uma crise institucional no STF, que eclodiu na última terça-feira (1º), após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que revelou mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também aparece nas mensagens de Vorcaro, pediu a anulação do relatório. Segundo Gonet, Mendonça não poderia ter determinado diretamente à PF o aprofundamento da apuração sobre outro ministro sem autorização do plenário do STF ou iniciativa do Ministério Público. Dois dias depois, na quinta-feira (3), Moraes reagiu e pediu a Fachin que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O pedido foi protocolado no inquérito das fake news, aberto em 2019. Moraes acusou o colega de direcionar investigações por razões pessoais e políticas contra ele. Também afirmou que Mendonça teria ameaçado afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Gonet. O pedido de Moraes foi baseado em um documento interno que a própria PF classifica como "sem valor probatório". O relatório não é assinado por nenhum delegado, como é praxe em documentos de inteligência. Na sexta-feira (4), Fachin interveio no caso. O presidente do STF retirou o pedido de Moraes do inquérito das fake news e o incorporou ao processo que já trata do relatório da PF. Fachin deu cinco dias úteis para a PGR se manifestar sobre a admissibilidade das acusações contra Mendonça. Depois disso, o ministro poderá apresentar sua defesa no mesmo prazo. Fachin também pediu informações a Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues. Nesta terça-feira (8), a crise ganhou um novo capítulo. Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF. A decisão passou a ser analisada pela Segunda Turma do STF, em plenário virtual, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Ainda assim, já há maioria formada para manter o afastamento.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/fachin-almejamos-o-aperfeicoamento-da-justica-brasileira
Tribunal de Justiça não identificou irregularidades na prisão temporária de Vinícius Costa Silva, investigado pela morte de Larissa da Cruz Morata, em SP