TRF2 recebeu denúncia contra ex-deputado e mais 6 acusados por suposta ligação com esquema de corrupção e contrabando associado ao Comando Vermelho
Antonio Souza
A Justiça Federal tornou réus o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como "TH Joias", e outros cinco acusados de envolvimento em um esquema de corrupção, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e contrabando ligado ao Comando Vermelho.
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A decisão foi tomada nesta quinta-feira (10), por unanimidade, pela 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). O julgamento teve seis votos favoráveis ao recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).
Entre os denunciados estão Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como "Índio"; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o "Dudu"; o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena; e o delegado da Polícia Federal (PF) Gustavo Stteel.
Segundo a denúncia, uma organização ligada ao Comando Vermelho teria infiltrado integrantes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e em secretarias estaduais para facilitar atividades criminosas.
O grupo é acusado de atuar na importação e distribuição de armas, munições, drogas e equipamentos contrabandeados. Entre os itens citados estão bloqueadores de sinal de drones, que seriam usados para dificultar o monitoramento das forças de segurança durante operações policiais.
O MPF também aponta supostos vazamentos de informações policiais, ocupação estratégica de cargos públicos e intermediação de vantagens ilícitas.
De acordo com o Ministério Público Federal, TH Joias teria liderado atividades dentro da Alerj. Assessores ligados ao ex-parlamentar são acusados de negociar munições de uso restrito, intermediar a venda de drogas e utilizar o gabinete para acomodar indicações da facção.
Alessandro Pitombeira Carracena é acusado de vazar informações policiais enquanto ocupava cargos em secretarias estaduais. Já o delegado Gustavo Stteel teria repassado dados privilegiados e tentado intervir em favor de integrantes do grupo.
As acusações incluem organização criminosa, tráfico de drogas, tráfico internacional de armas, comércio ilegal de armas e munições, posse ou porte ilegal de arma de uso restrito, contrabando e corrupção ativa ou passiva, conforme a conduta atribuída a cada denunciado.
As alegações ainda serão analisadas durante a ação penal. O recebimento da denúncia não representa condenação definitiva.
Além de receber a denúncia, o TRF2 manteve a prisão preventiva dos acusados. O tribunal também determinou a transferência de TH Joias para uma penitenciária federal.
A decisão autorizou ainda o compartilhamento de provas e a utilização de bens apreendidos no curso das investigações.
O processo foi desmembrado. O núcleo central será julgado pelo TRF2, enquanto outros nove acusados, entre policiais militares, assessores e intermediários, deverão responder a ações em separado.
A Operação Zargun investiga a suposta atuação de integrantes do Comando Vermelho em estruturas públicas do Rio de Janeiro e o uso de agentes públicos para facilitar atividades criminosas.
Justiça Federal torna réu ex-deputado TH JoiasTRF2 recebeu denúncia contra ex-deputado e mais 6 acusados por suposta ligação com esquema de corrupção e contrabando associado ao Comando VermelhoPolítica2026-09-11T02:18:59.999ZA Justiça Federal tornou réus o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como, e outros cinco acusados de envolvimento em um esquema de corrupção, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e contrabando ligado ao Comando Vermelho. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (10), por unanimidade, pela 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). O julgamento teve seis votos favoráveis ao recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Entre os denunciados estão Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como "Índio"; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o "Dudu"; o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena; e o delegado da Polícia Federal (PF) Gustavo Stteel. + MPF aponta infiltração em órgãos públicos Segundo a denúncia, uma organização ligada ao Comando Vermelho teria infiltrado integrantes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e em secretarias estaduais para facilitar atividades criminosas. O grupo é acusado de atuar na importação e distribuição de armas, munições, drogas e equipamentos contrabandeados. Entre os itens citados estão bloqueadores de sinal de drones, que seriam usados para dificultar o monitoramento das forças de segurança durante operações policiais. O MPF também aponta supostos vazamentos de informações policiais, ocupação estratégica de cargos públicos e intermediação de vantagens ilícitas. + Acusações contra os envolvidos De acordo com o Ministério Público Federal, TH Joias teria liderado atividades dentro da Alerj. Assessores ligados ao ex-parlamentar são acusados de negociar munições de uso restrito, intermediar a venda de drogas e utilizar o gabinete para acomodar indicações da facção. Alessandro Pitombeira Carracena é acusado de vazar informações policiais enquanto ocupava cargos em secretarias estaduais. Já o delegado Gustavo Stteel teria repassado dados privilegiados e tentado intervir em favor de integrantes do grupo. As acusações incluem organização criminosa, tráfico de drogas, tráfico internacional de armas, comércio ilegal de armas e munições, posse ou porte ilegal de arma de uso restrito, contrabando e corrupção ativa ou passiva, conforme a conduta atribuída a cada denunciado. As alegações ainda serão analisadas durante a ação penal. O recebimento da denúncia não representa condenação definitiva. + Prisões preventivas são mantidas Além de receber a denúncia, o TRF2 manteve a prisão preventiva dos acusados. O tribunal também determinou a transferência de TH Joias para uma penitenciária federal. A decisão autorizou ainda o compartilhamento de provas e a utilização de bens apreendidos no curso das investigações. O processo foi desmembrado. O núcleo central será julgado pelo TRF2, enquanto outros nove acusados, entre policiais militares, assessores e intermediários, deverão responder a ações em separado. A Operação Zargun investiga a suposta atuação de integrantes do Comando Vermelho em estruturas públicas do Rio de Janeiro e o uso de agentes públicos para facilitar atividades criminosas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/justica-federal-torna-reu-ex-deputado-th-joias
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