Justiça

PGR denuncia Bacellar, TH Joias e desembargador por obstrução em caso de vazamentos para facção

Segundo a representação, Macário Ramos Júdice Neto prejudicou a investigação ao informar deputados estaduais sobre operação da PF

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Ex-deputado Thiego Santos Silva, o TH Joias (à esq.) e o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (à dir.) | Reprodução
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A Procuradoria-Geral da República apresentou nesta segunda-feira (16) denúncia contra o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como “TH Joias”, e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto por obstrução na investigação envolvendo o vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho.

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Além do trio, mais duas pessoas foram incluídas na denúncia enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PGR, as investigações indicaram que a atuação do grupo afetou o êxito da Operação Zargun, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025 mirando negócios da organização criminosa CV. O então deputado TH Joias foi preso na ocasião.

A PGR atribui o episódio ao desembargador Macário Ramos Júdice Neto, que teria se utilizado do cargo para informar Bacellar sobre a operação. Com isso, Barcellar comunicou TH, que ocultou provas e deixou sua casa antes de a PF chegar.

“As imagens do sistema de câmeras do Condomínio onde está situada a residência de Thiego Raimundo, que foram obtidas no curso das investigações, confirmam o conhecimento prévio do investigado sobre as providências cautelares e detalham a dinâmica de retirada de bens e objetos para frustrar a ação policial”, disse a PGR na denúncia.

A decisão sobre o recebimento ou não da denúncia caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação no STF.

Tanto TH quanto Rodrigo Bacellar, que é ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foram indiciados pela Polícia Federal pelo vazamento de informações ao Comando Vermelho.

Bacellar foi preso no âmbito das investigações de dezembro, mas liberado após votação da Alerj pela revogação do mandado. Por decisão de Moraes, o deputado utiliza tornozeleira eletrônica.

TH Joias, preso na operação de setembro, foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília no final do ano. Ele é suspeito de negociar armas e acessórios para o CV, além de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

Responsável pelo mandado de prisão expedido contra TH Joias na Zargun, o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi preso na operação Unha e Carne, também em dezembro. Sua esposa, Flávia Júdice Neto, também citada na denúncia da PGR, foi alvo do indiciamento da PF.

Defesa de Bacellar

A defesa do deputado estadual do RJ disse ter recebido com supresa a apresentação da denúncia da PGR. Em nota, os advogados afirmaram que ela "está baseada em ilações e narrativas repetidamente refutadas, por meio de extensa prova documental."

"A acusação se traduz numa infrutífera tentativa de esconder arbitrariedades da Polícia Federal, já que nada foi apurado que pudesse relacioná-lo aos fatos. Por fim, pontue-se, ainda, que foram realizadas medidas cautelares contra os verdadeiros responsáveis pelos vazamentos, o que, uma vez mais, evidencia a plena inocência e afasta o Deputado Rodrigo Bacellar de qualquer conduta ilícita, o que se espera seja brevemente reconhecido e declarado", declarou a defesa do ex-presidente da Alerj

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