Com prioridade para auxílio emergencial, deputados do RS vão filtrar propostas para a pauta da Câmara
Em reunião com bancada gaúcha, Lira pediu por seleção de projetos que atendam necessidades do governo estadual

Lis Cappi
Deputados gaúchos vão fazer uma análise de projetos voltados ao Rio Grande do Sul para definir as propostas que serão analisadas pela Câmara dos Deputados. O acordo foi costurado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), em reunião com a bancada do estado nesta terça-feira (7).
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A estratégia adotada é a de que todas as propostas encaminhadas sejam avaliadas internamente e em consulta ao governo do Rio Grande do Sul. O pente-fino vai ser definido pela própria bancada e pela comissão externa que avalia os danos das enchentes na Câmara.
“Nós vamos juntar esses projetos ao longo desta semana, ver tudo o que tem, que são ideias, propostas, para que a gente possa encaminhar na semana que vem uma coisa mais elaborada”, afirmou o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). “Saímos da camisa de força da lei da responsabilidade fiscal, mas tem muita coisa que a gente precisa ver daqui pra frente”, completa o parlamentar, que relata a comissão externa.
Entre as propostas que serão avaliadas pelos deputados, há um consenso em liberar um auxílio emergencial para a população. Parlamentares também apontam a urgência de ações de apoio à segurança pública, para frear a onda de assaltos, e o envio de água potável ao estado.
Em outra frente, o deputado Bohn Gass (PT-RS), afirma que os deputados também vão ponderar ações que estão sendo promovidas pelo governo federal, mas que também há intenção em votar medidas ligadas à reconstrução. “Em um lugar onde a água baixou já pode se pensar em fazer uma ponte de novo”, diz.
Da base governista, Gass também confirma a intenção do Executivo em enviar uma medida provisória (MP) para conceder recursos de forma emergencial ao estado. O valor ainda está em análise entre a equipe de Lula.
Com a maior parte da bancada no próprio estado, a reunião aconteceu de forma híbrida - alguns de forma presencial e outros remota. Dos 31 parlamentares, nove estão em Brasília. Além da opção em ficar no estado, parte dos congressistas lida com a dificuldade logística atrelada aos voos. Alguns dos deputados voltaram para a Câmara em voo da Força Aérea Brasileira (FAB). A Câmara aprovou a participação remota dos deputados gaúchos para esta semana.