Política

BTG/Nexus: Flávio 50,5,% x Lula, 49,5% a 1 dia da eleição

Pesquisa divulgada neste sábado (24) também calculou percentuais caso abstenção seja de 21%: neste caso, Flávio teria 52,4% e Lula, 47,6%

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O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula | Vittor Sales/Flickr - Ricardo Stuckert/Flickr

O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula | Vittor Sales/Flickr - Ricardo Stuckert/Flickr

Pesquisa BTG/Nexus divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% das intenções de votos válidos – que excluem brancos e nulos –, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marca 49,5%.

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O BTG/Nexus também calculou os chamados "votos prováveis" (likely voters, do inglês), com a projeção de abstenção similar à do primeiro turno: 21%. Neste caso, Flávio teria 52,4% dos votos válidos, enquanto Lula somaria 47,6%.

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Na pesquisa estimulada em votos totais, Flávio soma 47% (eram 46,5%) e Lula, 46% (mesmo percentual da última pesquisa). Brancos e nulos são 5,2%, e 1,8% estão indecisos.

A pesquisa capta ligeiramente a repercussão do debate da TV Globo de sexta (23), em uma eleição marcada por só dois confrontos que reuniram os principais concorrentes, o menor número em mais de duas décadas.

No primeiro turno, Flávio recebeu 56,1 milhões de votos (47,03%) e Lula, 53,9 milhões (45,16%).

O BTG/Nexus entrevistou 2.000 eleitores por telefone em todo o Brasil de 23 a 24 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, em um intervalo de confiança de 95%. O registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-08234/2026.

Campanha acirrada

Todo o período de campanha foi marcado pelo protagonismo de Lula e Flávio, com pouco espaço para os demais candidatos da terceira via. A exceção foi o escritor Augusto Cury (Avante), que ensaiou uma reação na sequência do único debate de primeiro turno. Cury chegou a superar a marca dos 10% de intenções, mas desidratou nas semanas seguintes e terminou com 2,89% dos votos.

Na disputa entre o petismo e o bolsonarismo, forças rivais pela terceira eleição consecutiva, a discussão programática terminou atravessada. As frentes de disputa envolveram desde a lisura de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) até a condição de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, passando por suspeitas de interferência da Meta, promessas de quebra espontânea de sigilos bancários e telefônicos e, sobretudo, embates na Justiça Eleitoral, em peças de propaganda e em denúncias de irregularidades.

Atos finais

Na reta final de campanha deste sábado, Flávio levou uma multidão a Belo Horizonte para um ato do chamado “Bloco do 22”, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O evento marcou a primeira participação do governador eleito de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos), no mesmo palanque de Flávio. Depois, o senador fechou a campanha na Barra da Tijuca, no Rio.

Bolsonaristas ocuparam as ruas de BH neste sábado | Crédito: Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
Bolsonaristas ocuparam as ruas de BH neste sábado | Crédito: Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

Já Lula carregou milhares de apoiadores primeiro a Copacabana para depois fechar em um comício abarrotado na Avenida Paulista, em São Paulo, como foi tradição ao longo de suas sete disputas presidenciais.

Lulistas encheram a orla de Copacabana neste sábado | Ricardo Stuckert/Flickr
Lulistas encheram a orla de Copacabana neste sábado | Ricardo Stuckert/Flickr

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