Política

Barroso diz que anistia a presos do 8/1 é assunto para o futuro: "Já tenho muitos problemas aqui e agora"

Segundo presidente do STF, questão deve ser discutida primeiro no Congresso Nacional

Y
E
Yumi Kuwano, Ellen Travassos
Luís Roberto Barroso (Nelson Jr./SCO/STF)

Luís Roberto Barroso (Nelson Jr./SCO/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse, nesta segunda-feira (17), não se preocupar com o Projeto de Lei da Anistia neste momento. A declaração foi dada após um evento em Campinas (SP).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover
“Olha, o Congresso é o lugar certo de se debaterem todas as questões nacionais e que despertam o interesse. Portanto, alguns integrantes do parlamento acham que esse é um debate importante. Lá é o lugar para fazer isso. Se e quando passar, se passar, eu vou ter que me preocupar com isso. Eu já tenho muitos problemas aqui e agora para me preocupar com o que possa acontecer no futuro", afirmou.

O projeto visa conceder perdão às pessoas investigadas ou condenados por participarem dos atos de 8 de janeiro de 2023 e é defendido por parlamentares de direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também se beneficiaria com a lei.

O texto está na Câmara e aguarda a instalação de uma comissão especial para ser analisado. O projeto é relatado pelo deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE).

Um levantamento da AtlasIntel divulgado neste domingo (16) apontou que mais da metade da população brasileira é a favor da anistia para os presos do 8 de janeiro. Os dados mostram que 51% dos entrevistados são favoráveis ao projeto para anistiar presos por participação nos atos antidemocráticos e 49%, contra.

Voto distrital misto

Também nesta segunda, o presidente do Supremo defendeu mudanças no sistema político brasileiro, como o voto distrital misto nas eleições proporcionais e o regime semipresidencialista. Segundo Barroso, o voto distrital misto é ideal porque "permite que o eleitor saiba efetivamente quem o representa".

A justificativa do apoio à proposta foi que ela seria uma solução para diminuir a distância entre a política e a sociedade. A Câmara dos Deputados criará uma comissão especial para discutir o Projeto de Lei (PL) 9.212/2017 sobre o tema.

“O voto distrital misto tem uma dimensão da proporcionalidade na representação política, mas assegura que o eleitor sabe quem o representa. E acho que isso vai diminuir esse distanciamento que ocorreu entre a política e a sociedade civil”, declarou a jornalistas.

Barroso explicou que, embora seja favorável ao semipresidencialismo, acredita que a maior necessidade do país é reformar o sistema eleitoral, hoje baseado no voto proporcional. O ministro reconhece que a mudança não é garantida e que cabe ao Congresso, mas vê a proposta como uma oportunidade de inovação que poderia beneficiar o país. Outros ministros já demonstraram ser favoráveis ao regime, como Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Mulher denuncia abuso sexual em UTI de hospital de SP

Mulher denuncia abuso sexual em UTI de hospital de SP

Imagem da notícia: Colômbia decreta emergência econômica após terremoto

Colômbia decreta emergência econômica após terremoto

Imagem da notícia: Oposição pede impeachment de Moraes por operação da PF

Oposição pede impeachment de Moraes por operação da PF

Imagem da notícia: Abordagem da PM a Haddad foi "mal-entendido", diz secretário

Abordagem da PM a Haddad foi "mal-entendido", diz secretário

Imagem da notícia: Mulher denuncia abuso sexual em UTI de hospital de SP

Mulher denuncia abuso sexual em UTI de hospital de SP

Imagem da notícia: Colômbia decreta emergência econômica após terremoto

Colômbia decreta emergência econômica após terremoto

Imagem da notícia: Oposição pede impeachment de Moraes por operação da PF

Oposição pede impeachment de Moraes por operação da PF

Imagem da notícia: Abordagem da PM a Haddad foi "mal-entendido", diz secretário

Abordagem da PM a Haddad foi "mal-entendido", diz secretário

Últimas notícias

Câmara aprova pagar aluguel com desconto direto na folha

Texto estabelece um limite de 30% da remuneração disponível para consignação de aluguel residencial e encargos

PGR defende suspensão de visitas a Bolsonaro

Paulo Gonet afirma que regras da prisão domiciliar permitem restringir contato e atos político-eleitorais

Balsa vira no Zimbábue e deixa ao menos 44 mortos

Embarcação transportava mais passageiros do que a capacidade prevista e virou durante fortes ventos no Lago Kariba

AGU pede arquivamento de ação contra Moraes nos EUA

Órgão argumenta que decisões do ministro do STF são protegidas pela imunidade e soberania do Estado brasileiro

Cruzeiro x Flamengo: onde assistir, horário e escalações

Cruzeiro e Flamengo iniciam a disputa por uma vaga nas quartas de final da Libertadores

Aprovado, PLP de combustíveis dá aval para gastos extrateto

Proposta amplia texto original e prevê incentivos para setores como etanol e fertilizantes, além de uma trava para despesas públicas