Polícia

Polícia apura tortura e exploração sexual em caso de menino achado morto acorrentado em SP

Computadores e HDs foram apreendidos na casa onde criança de 11 anos sofria maus-tratos, segundo investigadores

A Polícia Civil de São Paulo investiga suspeitas de torturano caso de Kratos Douglas, de 11 anos, que vivia acorrentado dentro de casa, onde foi encontrado morto. Segundo os investigadores, o imóvel era monitorado por câmeras de segurança, e equipamentos eletrônicos apreendidos passarão por perícia.

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Além das denúncias de tortura e maus-tratos, surgiram suspeitas de exploração sexual envolvendo o pai do menino. A delegada Ancilla Vega afirmou que o caso está entre os mais graves que já viu na carreira.

De acordo com a polícia, o pai justificava que mantinha o filho acorrentado para impedir que ele fugisse de casa. Outras duas crianças que viviam no imóvel foram encaminhadas ao Conselho Tutelar.

Os investigadores também descobriram que Kratos não estava matriculado em nenhuma escola.

Além do pai da criança, a avó e a madrasta também foram presas. Segundo a investigação, elas sabiam da rotina de agressões e não impediram os maus-tratos. Na delegacia, as duas mulheres não quiseram falar com a imprensa.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o caso é "inaceitável" e disse não conseguir entender "como um pai fez isso com um filho".

Kratos Douglas foi sepultado em Bauru, no interior paulista, onde mora a mãe biológica. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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