Justiça aceita denúncia contra empresário que confessou matar gari em Belo Horizonte
Renê da Silva Júnior responderá por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma, ameaça e fraude processual; esposa dele terá processo separado
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SBT News, com informações TV Alterosa
15/09/2025, 21:40 • Atualizado em 15/09/2025, 21:40
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Ana Paula foi indiciada juntamente com o marido nesta sexta-feira (29) por porte ilegal de arma de fogo - Redes Sociais / Reprodução
A Justiça de Minas Gerais aceitou nesta segunda-feira (15) a denúncia do Ministério Público contra o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, assassino confesso do gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, morto em Belo Horizonte. A prisão preventiva do acusado foi mantida.
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A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri da capital, também determinou o desmembramento do processo em relação à delegada Ana Paula Lamego, esposa do empresário e dona da arma usada no crime.
O processo da policial será enviado a uma das varas criminais de Belo Horizonte. Segundo a Justiça, os crimes atribuídos a ela não envolvem violência ou grave ameaça e têm pena mínima inferior a quatro anos de reclusão, o que permite a análise da possibilidade de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).
Segundo o boletim de ocorrência, Laudemir e outros garis recolhiam lixo quando a motorista do caminhão encostou o veículo para dar passagem ao carro do empresário. Renê teria abaixado o vidro e ameaçado matar caso alguém encostasse em seu carro. Os trabalhadores pediram calma e sugeriram que ele seguisse viagem. O suspeito, porém, desceu do carro alterado e disparou contra o grupo.
O gari Tiago Rodrigues, que presenciou o crime, afirmou que Renê agiu com frieza. "Assim que atirou, ele entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora", disse. Tiago tentou socorrer o colega, mas Laudemir não resistiu.
Renê foi localizado após informações de uma testemunha, que lembrou parte da placa do carro dele, e pela análise de câmeras de segurança. A polícia apresentou uma foto do empresário, que foi reconhecido e apontado como o responsável pelo ataque. Apesar disso, ele negou ter cometido o crime quando foi preso, no estacionamento de uma academia.
Em 15 de agosto, a Polícia Civil informou que a arma usada para matar Laudemir pertencia à esposa dele.
A compatibilidade foi confirmada pela perícia de microbalística, que analisou duas munições – uma usada e outra intacta – deixadas no local do crime. Desde então, Ana Paula é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil de MG, que apura possíveis desvios de conduta da servidora.
Justiça aceita denúncia contra empresário que confessou matar gari em Belo HorizonteRenê da Silva Júnior responderá por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma, ameaça e fraude processual; esposa dele terá processo separadoCidades2025-09-15T21:40:24.385ZA Justiça de Minas Gerais aceitou nesta segunda-feira (15) a denúncia do Ministério Público contra o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, assassino confesso do gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, morto em Belo Horizonte. A prisão preventiva do acusado foi mantida. O Ministério Público havia denunciado Nogueira Júnior po Com a decisão, ele passa à condição de réu. Ainda não há data prevista para o julgamento. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri da capital, também determinou o desmembramento do processo em relação à delegada Ana Paula Lamego, esposa do empresário e dona da arma usada no crime. A delegada está desde 13 de agosto e, além de prevaricação, acusada de permitir que o marido utilizasse sua arma funcional. O processo da policial será enviado a uma das varas criminais de Belo Horizonte. Segundo a Justiça, os crimes atribuídos a ela não envolvem violência ou grave ameaça e têm pena mínima inferior a quatro anos de reclusão, o que permite a análise da possibilidade de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). Relembre o caso , no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na Grande BH. O suspeito é o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos. Segundo o boletim de ocorrência, Laudemir e outros garis recolhiam lixo quando a motorista do caminhão encostou o veículo para dar passagem ao carro do empresário. Renê teria abaixado o vidro e ameaçado matar caso alguém encostasse em seu carro. Os trabalhadores pediram calma e sugeriram que ele seguisse viagem. O suspeito, porém, desceu do carro alterado e disparou contra o grupo. O gari Tiago Rodrigues, que presenciou o crime, afirmou que Renê agiu com frieza. "Assim que atirou, ele entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora", disse. Tiago tentou socorrer o colega, mas Laudemir não resistiu. Renê foi localizado após informações de uma testemunha, que lembrou parte da placa do carro dele, e pela análise de câmeras de segurança. A polícia apresentou uma foto do empresário, que foi reconhecido e apontado como o responsável pelo ataque. Apesar disso, ele negou ter cometido o crime quando foi preso, no estacionamento de uma academia. Em 15 de agosto, a Polícia Civil informou que a arma usada para matar Laudemir pertencia à esposa dele. A compatibilidade foi confirmada pela perícia de microbalística, que analisou duas munições – uma usada e outra intacta – deixadas no local do crime. Desde então, Ana Paula é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil de MG, que apura possíveis desvios de conduta da servidora. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/justica-aceita-denuncia-contra-empresario-que-confessou-matar-gari-em-bh
Você assiste a partida com Galvão Bueno, Mauro Beting e Alexandre Pato, análise de Nadine Basttos e reportagens de Mauro Naves, André Hernan e João Venturi