Vídeos deixam claro como empresário indiciado por morte de gari em MG tinha fascínio por armas
Imagens mostram Renê da Silva Nogueira Júnior ostentando armamentos e distintivo da esposa, delegada da Polícia Civil
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SBT News
Vídeos que integram a investigação sobre o assassinato do gariLaudemir de Souza Fernandes reforçam que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, indiciado e confesso autor do disparo, era fascinado por armas. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) já havia confirmado que ele demonstrava prazer em manusear armamentos e utilizava-os com frequência. Nas imagens obtidas pelos investigadores, Renê aparece exibindo armas e disparando modelos antigos, sem relação com o crime.
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As apurações também revelaram que o empresário ostentava o distintivo funcional da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, a quem demonstrava admiração pelo cargo.
Novas imagens anexadas ao processo mostram o passo a passo do atirador no dia do crime e a conversa que ele teve com a esposa logo depois do assassinato. Nas mensagens, Renê pede para que a esposa entregasse apenas a pistola calibre 9 milímetros, e não a 380, usada por ele.
Durante coletiva realizada nesta sexta-feira (29), o delegado Matheus Moraes Marques, responsável pelo caso, afirmou que Ana Paula tinha conhecimento de que o marido utilizava sua arma pessoal e permitia o acesso. Na última quinta-feira (28), ela foi substituída no Comitê de Ética em Pesquisa da Academia da Polícia Civil de Minas Gerais.
Segundo o boletim de ocorrência, Laudemir e outros garis recolhiam lixo quando a motorista do caminhão encostou o veículo para dar passagem ao carro do empresário. Renê teria abaixado o vidro e ameaçado matar caso alguém encostasse em seu carro. Os trabalhadores pediram calma e sugeriram que ele seguisse viagem. O suspeito, porém, desceu do carro alterado e disparou contra o grupo.
O gari Tiago Rodrigues, que presenciou o crime, afirmou que Renê agiu com frieza. "Assim que atirou, ele entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora", disse. Tiago tentou socorrer o colega, mas Laudemir não resistiu.
Renê foi localizado após informações de uma testemunha, que lembrou parte da placa do carro dele, e pela análise de câmeras de segurança. A polícia apresentou uma foto do empresário, que foi reconhecido e apontado como o responsável pelo ataque. Apesar disso, ele negou ter cometido o crime quando foi preso, no estacionamento de uma academia.
Em 15 de agosto, a Polícia Civil informou que a arma usada para matar Laudemir pertencia à esposa dele.
A compatibilidade foi confirmada pela perícia de microbalística, que analisou duas munições – uma usada e outra intacta – deixadas no local do crime. Desde então, Ana Paula é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil de MG, que apura possíveis desvios de conduta da servidora.
Vídeos deixam claro como empresário indiciado por morte de gari em MG tinha fascínio por armas Imagens mostram Renê da Silva Nogueira Júnior ostentando armamentos e distintivo da esposa, delegada da Polícia CivilCidades2025-09-03T20:56:41.449ZVídeos que integram a investigação sobre o assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes reforçam que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, era A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) já havia confirmado que ele demonstrava prazer em manusear armamentos e utilizava-os com frequência. Nas imagens obtidas pelos investigadores, Renê aparece exibindo armas e disparando modelos antigos, sem relação com o crime. As apurações também revelaram que o empresário ostentava o distintivo funcional da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, a quem demonstrava admiração pelo cargo. Novas imagens anexadas ao processo mostram o passo a passo do atirador no dia do crime e a conversa que ele teve com a esposa logo depois do assassinato. Nas mensagens, Renê pede para que a esposa entregasse apenas a pistola calibre 9 milímetros, e não a 380, usada por ele. Durante coletiva realizada nesta sexta-feira (29), o delegado Matheus Moraes Marques, responsável pelo caso, afirmou que Ana Paula tinha conhecimento de que o marido utilizava sua arma pessoal e permitia o acesso. Na última quinta-feira (28), ela foi substituída no Comitê de Ética em Pesquisa da Academia da Polícia Civil de Minas Gerais. Relembre o caso em 11 de agosto, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na Grande BH. O suspeito é o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos. Segundo o boletim de ocorrência, Laudemir e outros garis recolhiam lixo quando a motorista do caminhão encostou o veículo para dar passagem ao carro do empresário. Renê teria abaixado o vidro e ameaçado matar caso alguém encostasse em seu carro. Os trabalhadores pediram calma e sugeriram que ele seguisse viagem. O suspeito, porém, desceu do carro alterado e disparou contra o grupo. O gari Tiago Rodrigues, que presenciou o crime, afirmou que Renê agiu com frieza. "Assim que atirou, ele entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora", disse. Tiago tentou socorrer o colega, mas Laudemir não resistiu. Renê foi localizado após informações de uma testemunha, que lembrou parte da placa do carro dele, e pela análise de câmeras de segurança. A polícia apresentou uma foto do empresário, que foi reconhecido e apontado como o responsável pelo ataque. Apesar disso, ele negou ter cometido o crime quando foi preso, no estacionamento de uma academia. Em 15 de agosto, a Polícia Civil informou que a arma usada para matar Laudemir pertencia à esposa dele. A compatibilidade foi confirmada pela perícia de microbalística, que analisou duas munições – uma usada e outra intacta – deixadas no local do crime. Desde então, Ana Paula é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil de MG, que apura possíveis desvios de conduta da servidora. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/videos-deixam-claro-como-empresario-indiciado-por-morte-de-gari-em-mg-tinha-fascinio-por-armas
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