Estupro coletivo em Copacabana: terceiro envolvido se entrega à polícia
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho de ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa


Emanuelle Menezes
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, que estava foragido por participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, se entregou à polícia na manhã desta quarta-feira (4). Ele é o terceiro jovem a se entregar.
Ontem, Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, compareceu com um advogado à 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), onde o caso é investigado. No começo da tarde, João Gabriel Xavier Bertho, 19, também se apresentou. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, segue foragido.

Vitor Hugo é filho do ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, José Carlos Simonin, exonerado do cargo na terça-feira. Ele e um adolescente de 17 anos, também investigado no caso, eram estudantes do Colégio Pedro II. A instituição informou que iniciou processo administrativo para expulsão dos dois.
Segundo as investigações, o estupro teria ocorrido no apartamento de Vitor Hugo, que estava para alugar e vazio no momento do crime.
A Polícia Civil indiciou os quatro envolvidos na última sexta-feira (27). O adolescente responderá por ato infracional análogo ao crime de estupro. Por ser menor de idade, ele teve a identidade preservada.
Ao chegar ao prédio, o adolescente insinuou à vítima que eles fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela. Os dois então foram para um quarto e começaram a manter relações sexuais.
Em dado momento, os demais suspeitos entraram no quarto e passaram a insistir para que a vítima mantivesse relações com todos, o que ela recusou. Então, eles tiraram a roupa e começaram a praticar atos libidinosos contra a vontade da adolescente. Ela foi agredida e impedida de sair do local.

Um exame de corpo de delito confirmou que havia hemorragia, sangue e escoriações na parte íntima da adolescente, além de machucados nas costas e nos glúteos, compatíveis com o relato dela sobre as agressões sofridas.








