Aldo Rebelo: 'Barbosa ainda não se apresentou ao eleitor'
Ao SBT News, ex-ministro criticou o ex-presidente do STF, afirmando que ele não 'deu uma única entrevista' desde que teve seu nome lançado pelo DC
O ex-ministro Aldo Rebelo criticou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, pré-candidato à Presidência da República pela Democracia Cristã (DC), afirmando que ele ainda não se apresentou ao eleitorado nem ao próprio partido. Em entrevista ao SBT News, Rebelo disse que Barbosa "não deu uma única entrevista" desde que teve seu nome lançado pela legenda.
As declarações foram dadas após a Justiça determinar a suspensão da expulsão de Rebelo da Democracia Cristã e ordenar sua reintegração ao partido. Segundo o ex-ministro, a decisão restabelece seu direito de disputar a indicação da legenda, para a corrida presidencial, durante a convenção nacional da sigla.
"Até o momento, ele não deu uma única entrevista, não se apresentou para o partido nem para o eleitorado em geral", disse Rebelo durante participação no Poder Expresso. "Quem é pré-candidato assume a responsabilidade de um projeto que exige comunicação, interação com a opinião pública, com os eleitores e com a imprensa."
Nas últimas semanas, Rebelo esteve no centro de uma crise na Democracia Cristã. Após perder espaço para Barbosa na disputa interna pela candidatura presidencial, ele questionou a articulação da legenda e foi alvo de um processo disciplinar que culminou em sua expulsão.
Nesta semana, porém, a Justiça do Distrito Federal suspendeu a medida e determinou sua reintegração ao partido em até 72 horas, sob o entendimento de que o DC não respeitou o devido processo disciplinar nem o direito de defesa. A decisão reabriu a disputa interna pela candidatura e fortaleceu politicamente Rebelo, que afirma manter sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Questionado sobre a possibilidade de disputar outro cargo, o ex-ministro garantiu que seguirá na corrida presidencial até a realização da convenção. Ele disse que tem participado de viagens, palestras e debates pelo país como parte da pré-campanha.
Ao comentar pesquisas de intenção de voto que apontam baixo desempenho de ambos os nomes, Rebelo avaliou que ainda é cedo para projeções eleitorais. Segundo ele, a disputa permanece concentrada nos candidatos mais conhecidos e o cenário pode mudar à medida que outros candidatos apresentem suas propostas.
'Pretexto'
Rebelo afirmou que sua exclusão da sigla ocorreu sob o "pretexto" de abrir espaço para outro pré-candidato. Ele ressaltou que nunca houve oposição à pré-candidatura de Barbosa, mas, sim, a defesa de seu direito de participar da convenção partidária.
Para o ex-ministro, a direção da legenda apresentou o lançamento do nome de Barbosa não como o surgimento de uma segunda pré-candidatura, mas como uma substituição de sua candidatura. Ele então informou que recorreria à convenção, atitude que teria sido interpretada pela cúpula partidária como um ato de indisciplina.
"Eu nunca tive nada contra a pré-candidatura do ex-ministro Joaquim Barbosa. O que eu quero é ter o direito de participar da convenção do partido", disse. "Quando você entra em uma legenda, estabelece um contrato e passa a ter direitos, como o de pleitear candidaturas, funções e cargos. Por isso, recorri à Justiça na certeza de que esse direito me seria assegurado."
Rebelo defendeu que a decisão judicial seja respeitada e que a legenda promova um debate interno entre os dois. Questionado se gostaria de convidar Barbosa para um confronto de ideias, respondeu que a iniciativa deveria partir do próprio DC.















