Prefeito e vice de Macapá são afastados do cargo em operação sobre esquema de fraude em licitação
Flávio Dino, do STF, determinou quebra de sigilos de Antônio Furlan, que se filiou ontem ao PSD


José Matheus Santos
O prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), foi afastado do cargo nesta quarta-feira (04) por 60 dias no âmbito de uma investigação que apura possível esquema de fraude à licitação na saúde do município.
Além dele, o vice-prefeito Mário Neto (Podemos) e a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, foram afastados do cargo por 60 dias.
A determinação foi do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
Furlan é pré-candidato a governador do Amapá e se filiou nesta terça-feira (3) ao PSD em ato em Brasília, após deixar o MDB. Ele lidera as pesquisas e é opositor do grupo político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), que apoia a reeleição do atual governador Clécio Luís (União).
As investigações apuram um possível esquema de fraude à licitação em um contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
De acordo com as investigações, há indícios de existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, ao desvio de recursos públicos e à lavagem de dinheiro no projeto de engenharia e de execução das obras do Hospital Geral Municipal da cidade.
Nesta terça, a Polícia Federal cumpre 13 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN) por determinação de Flávio Dino.
Entre os alvos das buscas também está a primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan, cotada para disputar o Senado nas eleições de outubro.
Flávio Dino também determinou, a pedido da PF, a quebra de sigilo fiscal e bancário do prefeito, do vice-prefeito, da secretária de Saúde de Macapá e de outros investigados no período entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2026.
O ministro do STF também autorizou a PF a ter acesso, por meio da Receita Federal, aos dados de Imposto de Renda dos investigados em relação ao ano de 2024.








