Justiça

"A Turma": como funcionava o grupo de WhatsApp de Vorcaro

PF aponta que conversas reuniam banqueiro, policial federal aposentado e homem com codinome de assassino para tratar de ameaças e monitoramento de opositores

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A terceira fase da operação Compliance Zero tem como um dos principais eixos de apuração um grupo de WhatsApp chamado "A Turma", identificado no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso nesta quarta-feira (4).

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Segundo investigações da Polícia Federal, o grupo reunia Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, um policial federal aposentado, um homem com o codinome "Sicário" e outras pessoas próximas ao banqueiro. A PF sustenta que, nas conversas, eram discutidas ações contra indivíduos considerados opositores, entre eles jornalistas, ex-funcionários e outras pessoas vistas como adversárias de Vorcaro.

De acordo com a apuração, os diálogos incluíam tratativas sobre ameaças, perseguições, monitoramento e possíveis invasões de dispositivos eletrônicos.

Dinheiro vivo, joias e arma: itens apreendidos pela PF na terceira fase da operação Compliance Zero | Divulgação/Polícia Federal
Dinheiro vivo, joias e arma: itens apreendidos pela PF na terceira fase da operação Compliance Zero | Divulgação/Polícia Federal

Integrantes do grupo ainda tinham acesso ilegal a sistemas internos do Ministério Público Federal, da Interpol e até do FBI.

A Polícia Federal também identificou outro grupo no celular de Vorcaro com dois servidores do Banco Central. Um deles era diretor do BC, e outro chefiava área de supervisão bancária.

Neste grupo, segundo a PF, Vorcaro recebia dos servidores públicos "documentos, informações e solicitações de apoio relacionadas a processos de interesse do Banco Master".

Esses elementos fundamentaram os quatro mandados de prisão preventiva e os 15 de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira em Minas Gerais e São Paulo.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão deve se tornar pública após o cumprimento integral das ordens judiciais.

A Polícia Federal apura suspeita dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma suposta organização criminosa.

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