Cidades

Operação no RJ mira golpes que desviaram R$ 322 milhões de fintechs

Grupo criminoso chegou a negociar com Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó dos Bitcoins

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Emanuelle Menezes
Integrantes do núcleo financeiro responsável pela lavagem de dinheiro do grupo criminoso estão entre alvos da operação | Reprodução

Integrantes do núcleo financeiro responsável pela lavagem de dinheiro do grupo criminoso estão entre alvos da operação | Reprodução

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público mira, nesta quarta-feira (4), uma organização criminosa suspeita de desviar mais de R$ 322 milhões de fintechs e empresas por meio de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.

A ação, batizada de Operação Pecunia Obscura, cumpre quatro mandados de prisão, sendo dois no estado do Rio de Janeiro e dois no Maranhão, além de 23 mandados de busca e apreensão. Também foi pedido o sequestro de R$ 150 milhões em bens.

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Entre os alvos estão integrantes do núcleo financeiro responsável pela lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, o líder da organização coordenava a abertura de múltiplas contas digitais para pulverizar as movimentações e dificultar o rastreamento.

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, o grupo explorava vulnerabilidades em sistemas de fintechs e plataformas de pagamento, utilizando documentos falsos e identidades digitais fraudulentas para abrir contas e desviar recursos.

O inquérito teve início em março de 2021, após uma empresa relatar prejuízo estimado em R$ 1 milhão. A partir da cooperação com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os investigadores identificaram um esquema sofisticado de lavagem de capitais que movimentou cerca de R$ 320 milhões em cinco anos, segundo dados oficiais.

Além das fraudes eletrônicas, o grupo utilizava empresas de fachada, depósitos em espécie de alto valor e transações com criptoativos para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Conexão com o "Faraó dos Bitcoins"

A investigação revelou ainda que integrantes do grupo realizaram transações financeiras com empresas ligadas a Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como "Faraó dos Bitcoins", preso e denunciado por crimes financeiros em operações anteriores.

De acordo com os investigadores, parte significativa dos valores era enviada ao exterior por meio de plataformas de criptomoedas, estratégia usada para dificultar a recuperação dos ativos.

Os suspeitos poderão responder por organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.

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