Dino proíbe saque em dinheiro vivo de emendas parlamentares
Ministro do STF determina que recursos só possam ser movimentados por meios eletrônicos e veta verbas para obras com irregularidades ambientais
Vicklin Moraes
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, proibiu o saque em espécie de recursos provenientes de emendas parlamentares.A decisão, assinada nesta terça-feira (3), determina que a movimentação dos valores seja feita exclusivamente por meios eletrônicos, como transferências bancárias e Pix.
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Os valores não poderão ser retirados em espécie, nem mesmo após transferência para contas de empresas contratadas. O Banco Central terá 60 dias para regulamentar a medida.
"Verifico que, em razão do primado da transparência, da rastreabilidade e da probidade, deve ser definitivamente vedada, conforme normas regulatórias adequadas, a realização de saques em espécie de valores oriundos de emendas parlamentares, inclusive daqueles transferidos para contas de empresas beneficiárias finais dos recursos, ocorrendo a segregação cabível", afirmou o ministro na decisão.
A medida também reforça o combate às chamadas “emendas-bolsão”, quando bancadas aprovam verbas com objetos genéricos que depois são fragmentados, o que dificulta o controle sobre o destino final dos recursos.
Outro ponto central é a proibição do uso de emendas para financiar obras com irregularidades ambientais. Caso haja auto de infração ou decisão judicial que comprove ilícito ambiental, o Executivo deverá impedir a liberação dos valores.
No caso das emendas destinadas à saúde, Dino manteve a possibilidade de pagamento de pessoal, mas impôs novas exigências. Cada emenda deverá ter conta bancária específica, e a lista nominal dos profissionais remunerados com esses recursos deverá ser publicada mensalmente no Portal da Transparência.
Dino proíbe saque em dinheiro vivo de emendas parlamentaresMinistro do STF determina que recursos só possam ser movimentados por meios eletrônicos e veta verbas para obras com irregularidades ambientaisPolítica2026-03-03T23:05:41.151ZO ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, proibiu o saque em espécie de recursos provenientes de A decisão, assinada nesta terça-feira (3), determina que a movimentação dos valores seja feita exclusivamente por meios eletrônicos, como transferências bancárias e Pix. Os valores não poderão ser retirados em espécie, nem mesmo após transferência para contas de empresas contratadas. O Banco Central terá 60 dias para regulamentar a medida. "Verifico que, em razão do primado da transparência, da rastreabilidade e da probidade, deve ser definitivamente vedada, conforme normas regulatórias adequadas, a realização de saques em espécie de valores oriundos de emendas parlamentares, inclusive daqueles transferidos para contas de empresas beneficiárias finais dos recursos, ocorrendo a segregação cabível", afirmou o ministro na decisão. A medida também reforça o combate às chamadas “emendas-bolsão”, quando bancadas aprovam verbas com objetos genéricos que depois são fragmentados, o que dificulta o controle sobre o destino final dos recursos. Outro ponto central é a proibição do uso de emendas para financiar obras com irregularidades ambientais. Caso haja auto de infração ou decisão judicial que comprove ilícito ambiental, o Executivo deverá impedir a liberação dos valores. No caso das emendas destinadas à saúde, Dino manteve a possibilidade de pagamento de pessoal, mas impôs novas exigências. Cada emenda deverá ter conta bancária específica, e a lista nominal dos profissionais remunerados com esses recursos deverá ser publicada mensalmente no Portal da Transparência. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/dino-proibe-saque-em-dinheiro-vivo-de-emendas-parlamentares
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