A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) anunciou nesta quarta-feira (4) que vai se reunir no Banco Central (BC) com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e com o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), para tratar do caso envolvendo o Banco Master. O encontro está previsto para as 16h30.
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Em conversa com jornalistas após cerimônia de assinatura do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto, Soraya informou que integra o grupo de trabalho criado no âmbito da CAE para acompanhar o caso e que a reunião no BC também terá como objetivo cobrar documentos prometidos pelo presidente da instituição.
"Galípolo esteve numa audiência pública conosco, se comprometeu a enviar documentos, mas não entregou. Nós vamos cobrar essa documentação, porque queremos ter certeza de que o Banco Central está efetivamente cumprindo seu papel", disse.
Atuação do Legislativo no caso Master
Ainda na conversa, Soraya defendeu a atuação do Poder Legislativo na apuração de crimes e destacou o papel das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) nesse processo. Segundo a senadora, a investigação pelo Parlamento faz parte do sistema de freios e contrapesos entre os Poderes.
"Eu sou uma grande defensora da possibilidade de o Poder Legislativo apurar crimes, investigar e indiciar. Isso faz parte dos freios e contrapesos entre os três Poderes", afirmou.
A senadora disse ser favorável à instalação de uma CPI, em vez de uma CPMI, por considerar o formato mais enxuto e eficiente.
"Eu defendo a CPI. Menos membros, mais fácil para a gente trabalhar. A CPMI dá um trabalho muito grande, vira palco político e, muitas vezes, se esquece do escopo da Comissão Parlamentar de Inquérito", declarou.
Soraya também destacou a importância da transparência proporcionada pelas comissões de inquérito, especialmente diante do sigilo que costuma envolver investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Judiciário.
"O que uma CPI ou uma CPMI pode trazer de bom é a transparência e fazer com que a sociedade consiga acompanhar. Existe uma função pedagógica muito importante", disse.
Durante a fala, a senadora afirmou que o caso envolvendo o Banco Master é, na avaliação dela, "o maior escândalo da história do Brasil até o momento" e defendeu que a população tenha acesso às informações sobre as investigações. "Todos os brasileiros têm o direito de saber todos os escândalos. A tendência é descobrirmos cada vez mais", afirmou.
Mais cedo, a Comissão de Assuntos Econômicos apresentou oficialmente os integrantes e o plano de trabalho do grupo de senadores que irá acompanhar as investigações sobre o Banco Master. A apresentação foi feita pelo presidente da CAE, Renan Calheiros.
O plano prevê a realização de audiências públicas, diligências, visitas a órgãos de controle e a possibilidade de adoção de medidas como a quebra de sigilos. Segundo Renan, a iniciativa busca reforçar o papel fiscalizador do Senado e permitir a avaliação de eventuais mudanças regulatórias e legislativas relacionadas ao sistema financeiro.
Banco Master: grupo de trabalho do Senado se reunirá no BC nesta quarta (4), diz Soraya ThronickeSenadora informou que encontro deve ocorrer às 16h30 e deve ter a participação de Gabriel Galípolo e do presidente da CAE, Renan CalheirosPolítica2026-02-04T17:53:29.807ZA senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) anunciou nesta quarta-feira (4) que vai se reunir no Banco Central (BC) com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e com o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), para tratar do caso envolvendo o Banco Master. O encontro está previsto para as 16h30. Em conversa com jornalistas após cerimônia de assinatura do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto, Soraya informou que integra o grupo de trabalho criado no âmbito da CAE para acompanhar o caso e que a reunião no BC também terá como objetivo cobrar documentos prometidos pelo presidente da instituição. "Galípolo esteve numa audiência pública conosco, se comprometeu a enviar documentos, mas não entregou. Nós vamos cobrar essa documentação, porque queremos ter certeza de que o Banco Central está efetivamente cumprindo seu papel", disse. Atuação do Legislativo no caso Master Ainda na conversa, Soraya defendeu a atuação do Poder Legislativo na apuração de crimes e destacou o papel das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) nesse processo. Segundo a senadora, a investigação pelo Parlamento faz parte do sistema de freios e contrapesos entre os Poderes. "Eu sou uma grande defensora da possibilidade de o Poder Legislativo apurar crimes, investigar e indiciar. Isso faz parte dos freios e contrapesos entre os três Poderes", afirmou. A senadora disse ser favorável à instalação de uma CPI, em vez de uma CPMI, por considerar o formato mais enxuto e eficiente. "Eu defendo a CPI. Menos membros, mais fácil para a gente trabalhar. A CPMI dá um trabalho muito grande, vira palco político e, muitas vezes, se esquece do escopo da Comissão Parlamentar de Inquérito", declarou. Soraya também destacou a importância da transparência proporcionada pelas comissões de inquérito, especialmente diante do sigilo que costuma envolver investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Judiciário. "O que uma CPI ou uma CPMI pode trazer de bom é a transparência e fazer com que a sociedade consiga acompanhar. Existe uma função pedagógica muito importante", disse. Durante a fala, a senadora afirmou que o caso envolvendo o Banco Master é, na avaliação dela, "o maior escândalo da história do Brasil até o momento" e defendeu que a população tenha acesso às informações sobre as investigações. "Todos os brasileiros têm o direito de saber todos os escândalos. A tendência é descobrirmos cada vez mais", afirmou. Grupo de trabalho no Senado Mais cedo, a Comissão de Assuntos Econômicos apresentou oficialmente os integrantes e o plano de trabalho do grupo de senadores que irá acompanhar as investigações sobre o Banco Master. A apresentação foi feita pelo presidente da CAE, Renan Calheiros. O plano prevê a realização de audiências públicas, diligências, visitas a órgãos de controle e a possibilidade de adoção de medidas como a quebra de sigilos. Segundo Renan, a iniciativa busca reforçar o papel fiscalizador do Senado e permitir a avaliação de eventuais mudanças regulatórias e legislativas relacionadas ao sistema financeiro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/banco-master-membros-do-grupo-de-trabalho-do-senado-se-reunirao-com-gabriel-galipolo-nesta-quarta-4-diz-soraya-thronicke
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