Corregedoria prende 3 PMs suspeitos de atuar como seguranças de empresário ligado a facção
Policiais militares teriam feito escolta armada do dono da Transwolff, apontado como integrante estratégico de facção criminosa em São Paulo

Vinícius Rangel
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu, nesta quarta-feira (4), três policiais militares suspeitos de atuar como seguranças particulares do dono da empresa de ônibus Transwolff, apontado pelas investigações como integrante estratégico da maior facção criminosa que atua no estado.
Segundo a apuração, o empresário conhecido como “Pandora” é investigado por ligações diretas com o crime organizado e já foi citado em inquéritos que apuram o uso de empresas de transporte coletivo para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.
A investigação indica que os PMs realizaram escolta armada do empresário entre 2020 e 2024. O período coincide com uma grande operação policial que revelou que as empresas Transwolff e UpBus teriam sido usadas para ocultar e movimentar recursos ilícitos.
Segundo apuração do SBT nesta quarta-feira, cerca de R$ 1 milhão em dinheiro foi apreendido na casa de um dos alvos, o Nereu Aparecido Alves. O valor estava em espécie e será analisado no curso da investigação.
Outro preso é o Alexandre Paulino Vieira, capitão da PM que já atuou como chefe da assessoria policial-militar da Câmara Municipal. Um terceiro policial também foi detido, mas o nome não havia sido divulgado até a última atualização.
A reportagem tentou contato com as defesas do sargento Nereu Aparecido Alves e do capitão Alexandre Paulino Vieira, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
A investigação segue em andamento e pode resultar em novas prisões e afastamentos administrativos, além de processos na Justiça comum e militar.









