Senador americano diz que Maduro foi preso para ser julgado nos EUA
Mike Lee afirmou que país não prevê ações adicionais na Venezuela agora que líder chavista está sob custódia


Camila Stucaluc
O senador Mike Lee disse, neste sábado (3), que os Estados Unidos capturaram o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, para julgá-lo em Washington. A informação, segundo ele, foi repassada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rúbio, durante telefonema.
“Ele me informou que Nicolás Maduro foi preso por militares americanos para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos, e que a ação cinética foi usada para proteger e defender aqueles que executaram o mandado de prisão”, disse, acrescentando que Rubio não prevê ações adicionais no país.
A captura de Maduro foi anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump poucas horas após o país lançar uma série de ataques contra a Venezuela. Os bombardeios começaram por volta das 1h50 da madrugada (2h50 no horário de Brasília) e atingiram alvos civis e militares em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira.
Além de Maduro, os militares capturaram a primeira-dama Cilia Flores. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que o governo não sabe o atual paradeiro do casal e que exigirá "prova imediata de vida" para ambos.
Em comunicado, o governo da Venezuela acusou os Estados Unidos de tentar forçar uma “mudança de regime”. Para conter a agressão militar, Caracas convocou forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização e “passar de imediato à luta armada”. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, também convocou os cidadãos para resistir à presença norte-americana no país.
Maduro na mira
Nicolás Maduro está na lista de alvos dos Estados Unidos desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025. O republicano, que não reconhece o governo de Maduro, acusa o líder venezuelano de liderar cartéis de drogas no Caribe.
Em agosto, Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. Um mês depois, em setembro, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. Desde então, a Marinha destruiu mais de 30 embarcações acusadas de navegar em rotas conhecidas por narcotráfico.
Nesta semana, Trump revelou que os Estados Unidos atacaram uma “grande instalação portuária” na Venezuela na última sexta-feira (26), usada para o “carregamento de drogas”. A operação, comandada pela Agência Central de Inteligência (CIA), marcou o primeiro ataque terrestre no país sul-americano desde o início da campanha de Washington contra cartéis de drogas na América Latina.








