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Ministro da Venezuela diz que irá resistir à presença dos EUA: "Não vão nos derrotar"

Em vídeo publicado nas redes sociais, Vladimir Padrino López acusou Washington de tentar mudar o regime do país à força

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Camila Stucaluc
03/01/2026, 11:11 • Atualizado em 03/01/2026, 12:42
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O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou neste sábado (3) que irá resistir à presença dos Estados Unidos no país. Em vídeo publicado nas redes sociais, o político convocou cidadãos e militares para se unirem contra a agressão de Washington, iniciada nesta madrugada.

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"Essa invasão representa a maior indignação que o país já sofreu. Eles nos atacaram, mas não vão nos derrotar. Formaremos uma muralha indestrutível de resistência. Nossa vocação é a paz, mas nossa herança é a luta pela liberdade”, disse López.

O ministro acusou os Estados Unidos de tentar mudar o regime do país à força, chamando a ação de “deplorável” e “criminosa”. Isso porque, mais cedo, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, afirmando que ambos foram expulsos do país.

López pediu que organismos multilaterais e governos condenem os Estados Unidos por violarem a Carta das Nações Unidas e o direito internacional. “Trata-se de um ataque vil e covarde que ameaça a paz e a estabilidade da região”, disse o ministro, informando que mobilizou as Forças Armadas para defender o território.

O ataque norte-americano ocorreu por volta das 1h50 da madrugada (2h50 no horário de Brasília) deste sábado (3), em Caracas. Ao menos outras sete explosões foram ouvidas na capital venezuelana, além de aeronaves sobrevoando a região. Os estados de Miranda, Aragua e La Guaira também foram alvos, com bombardeios em alvos civis e militares.

Países condenam agressão

Os presidentes da Colômbia e de Cuba condenaram o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, dizendo que a escalada ameaça a estabilidade na América Latina.

Na Europa, a Espanha solicitou o respeito ao direito internacional e a desescalada do conflito, enquanto Alemanha e Itália disseram que equipes de crise acompanham a situação. O mesmo foi afirmado pela Rússia, que classificou a operação como “um ato de agressão armada” e defendeu soluções via diálogo.

Em contrapartida, a Argentina foi o único país que comemorou a agressão, além dos Estados Unidos, bem como a captura de Maduro. Em publicação nas redes sociais, o presidente Javier Milei reproduziu a notícia da captura do líder venezuelano e escreveu: "A liberdade avança".

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